Antes de emagrecer seu corpo, você deve emagrecer seu cérebro

A afirmação é de Dr. Jô Furlan, médico e especialista em Neurociência do Comportamento, que passou recentemente por intervenção cirúrgica e lançou o programa de Emagrecimento Cerebral

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A obesidade se tornou uma epidemia moderna, comprometendo a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas no Brasil, onde mais de 50% da população encontra-se acima do peso ideal. Por isso, um questionamento tem sido feito de forma inovadora e contundente, mudando completamente a abordagem sobre o tema: “o problema não é o que você come, mas por que você come”.

Essa afirmação é do médico, nutrólogo, neurocientista e, nas próprias palavras, viciado em tratamento, Dr. Jô Furlan. De acordo com ele, a distorção na relação com o alimento gera a obesidade, considerada por ele como resultado de um distúrbio comportamental. “Para a maioria dos grandes obesos – enquadrados nos graus II e III –, o importante não é a comida, mas, acima disso, o ato de comer. Apesar de eu mesmo ter passado pelo procedimento cirúrgico e ter conquistado grande redução de peso, costumo brincar que sempre seria um obeso em tratamento. Temos que lidar com desafios a cada refeição e, diferente de um alcoólatra em tratamento, não podemos simplesmente parar de comer”, diz.

Obviamente, os velhos discursos sobre as consequências de se comer mal e sobre o que a falta de atividades físicas causa continuam tendo extrema relevância. Porém, Dr. Jô Furlan acaba de lançar um conceito que tende a esclarecer a origem comportamental e neurológica da obesidade. Com a tese do Emagrecimento Cerebral, baseada na Neurociência do Comportamento, o especialista, que traz na bagagem também sua experiência pessoal como ex-obeso mórbido, explica como funciona a relação com a comida no cérebro humano, ensinando como implementar o emagrecimento cerebral no dia a dia das pessoas.

 “Atendo em meu consultório pacientes que operaram e que estão prestes a operar e não conseguiram mudar a forma de pensar e sentir em relação à comida. Para mim, após todas as pesquisas e com minha experiência, a obesidade não é a doença, mas um efeito de um problema que gerou a necessidade de comer em excesso”, argumenta Dr. Jô Furlan.

Efeito sanfona

Não raro, encontramos pessoas que já passaram por cirurgia que resultou na perda de peso momentâneo, mas que não durou. Por que isso acontece com tanta frequência? Do ponto de vista neurológico e cognitivo, é preciso analisar se o paciente está apto a enfrentar essa situação de controlar seus impulsos. “Em nosso novo programa, aplicado em diversas cidades do Brasil, queremos ajudar essas pessoas a desenvolverem esse autocontrole, evitando que considerem o alimento como algo extremamente prazeroso e até ponto de fuga e substituição para a realidade. Excessos de alimentação obedecem ao mesmo mecanismo do vício em drogas, porque o cérebro fica condicionado a obter prazer”, explica.

Quer obter mais dicas ou participar do Programa de Emagrecimento Cerebral? Acesse www.emagrecimentocerebral.com.br.

 

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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