Orientações nutricionais na enxaqueca

A enxaqueca trata-se de um tipo de dor de cabeça que se caracteriza por uma dor pulsante em um dos lados da cabeça ou dos dois, geralmente acompanhada de fotofobia e fonofobia, náusea e vômito. A duração da crise varia de quatro a 72 horas, podendo ser mais curta em crianças. Esta doença atinge cerca de 90% da população mundial.

Segundo o Ministério da Saúde, de 5 a 25% das mulheres e 2 a 10% dos homens tem enxaqueca. A enxaqueca é predominante em pessoas com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir, principalmente em mulheres. Em crianças, ocorre entre 3 a 10%, afetando igualmente ambos os gêneros antes da puberdade, mas com predomínio no sexo feminino após essa fase.

Os hábitos de vida saudáveis são importantes aliados para amenizar as dores e a frequência das crises, sendo fundamental que o paciente que sofre com essa condição melhore seus hábitos alimentares e pratiquem atividade física.

Apesar da enxaqueca ser comum entre várias pessoas, ainda existem mitos sobre essa doença como por exemplo que ela só acomete adultos, sendo que crianças também podem ter crises. Outro fator importante é que o paciente não pode ingerir medicamentos sem orientação médica e à vontade, pois o uso abusivo de analgésicos pode aumentar as crises, transformando-a em uma doença crônica. Sabe-se que essa doença é mais frequente em mulheres devido aos hormônios e ela também pode ser hereditária.

As estratégias nutricionais mais efetivas se baseiam na identificação de componentes alimentares que provocam dor de cabeça e a retirada dos mesmos da dieta. A seguir, alguns alimentos que podem ser desencadeantes de crise:

– Bebidas: a base de chocolate, cacau e bebidas alcoólicas;

– Frutas: figo, uva-passa, banana, abacate, mamão papaia, ameixa vermelha, frutas cítricas;

– Hortaliças: vagem, cebola, alho, conservas (picles), cogumelos;

– Leguminosas: ervilha;

– Produtos lácteos: leite e derivados;

– Carnes: carnes curadas (salame, presunto), peixe em conserva, patês;

– Outros: oleaginosas, alimentos que contenham glutamato monossódico, aspartame, amaciante de carne.

Além disso, algumas outras atitudes podem fazer a diferença para uma vida com menos enxaqueca:

  • evitar longos períodos em jejum, através do fracionamento das refeições;
  • evitar exposição exagerada ao sol, a ruídos e a odores como perfumes, tinta, gasolina;
  • ficar atento a privação ou excesso de sono;
  • evitar emoções negativas.
Autor

Renata Dessordi

Renata Dessordi é nutricionista formada pela Universidade de Ribeirão Preto, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva. Mestra em Alimentos e Nutrição pela Unesp. Doutoranda em Alimentos e Nutrição pela USP/Unesp. Auriculoterapeuta Francesa.

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