Os benefícios da alimentação saudável na Doença de Crohn

A doença de Crohn é uma enfermidade inflamatória que pode se manifestar em qualquer parte do tubo digestivo (desde a cavidade oral até a região anal) sendo mais comum na final do intestino delgado (íleo) e o intestino grosso (cólons). As causas da doença ainda não estão completamente esclarecidas, mas acredita-se que se inicia por processos autoimunes, desencadeados por fatores ambientais (alimentação, fumo e estilo de vida) e genéticos. Não é uma doença contagiosa e pode afetar tanto adultos como crianças, homens e mulheres. Inicia-se na faixa etária de 20 a 30 anos, sendo os sintomas mais frequentes estomatites (inflamações na boca), diarreia, dor no abdômen, perda de peso e febre. A inflamação do intestino delgado (principalmente do íleo terminal, em 80% dos casos) e do intestino grosso (colite) provoca diarreia com ou sem muco (secreção) e/ou sangue nas fezes.

A colonoscopia com biópsia e avaliação do íleo terminal é o melhor recurso para o diagnóstico da doença. Os exames laboratoriais também são importantes no diagnóstico e controle da enfermidade.

A evolução da doença pode variar de acordo com as manifestações intestinais e/ou extra intestinais, sendo comum a desnutrição em adultos e crianças, podendo provocar atraso no crescimento quando a doença surge na infância. O tratamento depende da forma do grau de gravidade e é iniciado quase sempre com medicamentos, porém a terapia nutricional também deve ser iniciada logo com o diagnóstico da doença.

Seguem algumas orientações gerais para auxiliar os portadores da Doença de Crohn:

– Refeições de pequeno volume e bem fracionadas, isso ajudará a evitar o desconforto causado pelas grandes refeições;

– Alimentos ricos em Ômega 3: sardinha, salmão, linhaça, couve, agrião espinafre, salmão são anti-inflamatórios e podem ajudar;

– Outros nutrientes como vitamina A (cenoura, na salsa, algumas carnes), vitamina D (salmão, sardinha), vitamina E (gérmen de trigo), vitamina K(óleo de soja), são de extrema importância, pois sua absorção pode estar deficiente e são potenciais anti-oxidantes;

– Alimentos ricos em ferro (carnes, vegetais verde escuros), ácido fólico (fígado de galinha, vegetais verde escuros), e magnésio (couve, leite de soja) devem tem sua ingestão adequada para corrigir possíveis deficiências;

– Alimentos ricos em fibras solúveis (maçã, banana prata, pera, arroz, batata inglesa), para ajudar no controle da diarreia;

– Evitar alimentos gordurosos;

– Se houver histórico de intolerância a lactose: evitar leite de vaca e alimentos contendo lactose;

– Evitar alimentos ricos em açúcar e condimentos (pimenta, picles, mostarda), eles são irritantes a mucosa gástrica.

Renata Dessordi

Renata Dessordi é nutricionista formada pela Universidade de Ribeirão Preto, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva. Mestra em Alimentos e Nutrição pela Unesp. Doutoranda em Alimentos e Nutrição pela USP/Unesp. Auriculoterapeuta Francesa.

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