Confiança da indústria recua em outubro, mostra estudo do Ceper/Fundace

Indicador de confiança do empresário industrial permanece abaixo da média, apontando que situação atual ainda é crítica

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O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou uma queda no mês de outubro, o que indica uma reversão na trajetória de melhora que vinha sendo registrada nos últimos meses.

Conforme aponta o Boletim Indústria do Ceper/Fundace do mês de outubro, o indicador das expectativas do empresário industrial com relação à empresa para os próximos seis meses vinha se mantendo otimista desde o mês de maio deste ano, mantendo-se acima de 50 pontos. No mês de setembro, o ICEI foi de 60,2, retrocedendo levemente em outubro para 58,1.

O Índice de Confiança (ICEI) é elaborado pela unidade de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em conjunto com as Federações de Indústria de 23 estados do Brasil desde 1998 e varia de 0 a 100, sendo valores maiores do que 50 indicando aumento e valores abaixo de 50 indicando queda.

O Boletim Indústria do Ceper indica que o volume de produção foi de 50,8, o que sugere que as expectativas para o próximo semestre para o volume de produção é positiva (acima de 50). Em relação ao índice de evolução do número de empregados, percebe-se que ele vem aumentado ao longo do tempo, mas permanece abaixo de 50, o que indica que não existe expectativa de contratação na indústria brasileira. O índice para a utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual também tem ficado abaixo de 50 nos últimos meses.

Em relação ao rendimento médio e faturamento real da indústria, também ocorreram quedas. Quando comparados os meses de agosto dos anos de 2016 e 2015, o rendimento médio experimentou uma retração de 1,9% e o faturamento real de 12%. “Os dados mostram que estado atual da economia brasileira é preocupante para o empresário industrial. A baixa demanda tem gerado reduzida utilização da capacidade instalada e uma elevação do desemprego”, avalia o professor e pesquisador do Ceper Rudinei Toneto, um dos envolvidos no estudo.

Ainda segundo Toneto, se por um lado as expectativas dão um alento quando nota-se  que os indicadores estão acima de 50 tanto para a empresa quanto para a economia – o que indica uma expectativa de melhora, – uma leve retração no último mês indica que as expectativas pararam de melhorar.

“É preciso que o governo federal comece a apresentar avanços concretos em relação às reformas necessárias para que as expectativas se transformem em investimentos e, dessa forma, a economia volte a crescer, gerar empregos e aumentar a renda das pessoas”, aponta o pesquisador.

O Boletim Indústria está disponível no site da Fundace: https://www.fundace.org.br/_up_ceper_boletim/ceper_201610_00246.pdf

Indicadores – A Sondagem Industrial é realizada com base em dados sobre volume de produção, nível de utilização da capacidade instalada, estoques de produtos finais, perspectivas para os próximos meses quanto à demanda, compra de matéria-prima e exportação. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) é construído com base em questionamentos feitos aos empresários industriais das áreas extrativistas e de transformação sobre condições atuais e para os próximos seis meses quanto às condições gerais internas da empresa, da economia brasileira e do estado de São Paulo.

A produção dos indicadores regionais é resultado de uma parceria entre a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP e a Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Sua execução fica a cargo do Ceper/Fundace – Centro de Pesquisa em Economia Regionais da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia. Os indicadores foram desenvolvidos pela CNI – Confederação Nacional das Indústrias, que realiza os levantamentos junto com Federações das Indústrias de diversos estados do País.

Fonte: OPA Assessoria em Comunicação

 

 

Autor

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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