Demissões têm ocorrido em ritmo menos intenso, mostra levantamento da Fundace

Ribeirão Preto e região registraram saldo positivo na criação de postos de trabalho em agosto de 2016; comércio e serviços lideram as contratações

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O município de Ribeirão Preto, assim como a Região Administrativa de Ribeirão Preto (RARP), registraram saldo positivo na criação de postos de trabalho em agosto de 2016, como mostra o Boletim Mercado de Trabalho do Ceper/Fundace, baseado em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em Ribeirão Preto, foram criadas 97 vagas líquidas, o que, apesar de representar um montante pequeno, sinaliza uma reversão frente às 29 demissões líquidas registradas em agosto do ano passado. O setor de Serviços foi o que mais contratou (145 vagas). Comércio e a Agropecuária também apresentaram saldo positivo, com 98 e 14 vagas líquidas, respectivamente.

O setor industrial, por sua vez, foi o que mais demitiu no referido mês, com 149 vagas destruídas, sendo seguido pela Construção Civil, com 11 vagas a menos.

A Região Administrativa de Ribeirão Preto (RARP) também registrou saldo positivo nas contratações em agosto, com a criação 369 vagas. Trata-se de uma reversão significativa frente às 901 demissões líquidas registradas em agosto do ano passado.

Este resultado ajuda a explicar o fato do número de demissões líquidas registradas entre setembro de 2015 e agosto de 2016 (11.342 demissões líquidas) ser inferior ao registrado nos doze meses imediatamente anteriores (12.285 demissões líquidas). O Comércio teve o melhor desempenho, com 406 vagas líquidas criadas. A Construção Civil, por outro lado, foi o setor que mais demitiu, registrando 112 demissões líquidas.

O boletim também traz dados detalhados do desempenho do mercado de trabalho de importantes cidades da região de Ribeirão Preto.

Em Sertãozinho, o mês de agosto de 2016 fechou com saldo positivo de 28 contratações. Assim como aconteceu em Ribeirão Preto, apesar de pequeno, o montante representa uma reversão frente às 599 demissões registradas no mesmo mês do ano anterior.

Entre os setores, somente a Indústria fechou vagas no período (28 desligamentos líquidos) e o Comércio foi o setor que mais contratou, com 23 vagas líquidas criadas. No acumulado entre setembro de 2015 e agosto de 2016, o total de demissões já é inferior ao registrado nos doze meses imediatamente anteriores.

Pela primeira vez no ano, o município de Franca registrou saldo de demissões em agosto: foram 37 postos líquidos destruídos. Isso porque a agropecuária foi afetada pelo baixo desempenho no Cultivo de Café, atividade responsável pela destruição de 230 postos de trabalho. O Comércio, por outro lado, foi o setor que mais contratou (132 vagas líquidas) e o setor de Serviços também registrou saldo favorável, com a criação líquida de 99 postos.

Campinas também registrou destruição líquida de postos de trabalho no mês de agosto de 2016. No entanto, os desligamentos registrados (37) estão abaixo do exibido nos meses anteriores – em particular, em relação ao mesmo mês de 2015, quando foram registradas 589 demissões líquidas. A Construção Civil apresentou o pior desempenho: 383 vagas líquidas destruídas e o Comércio foi o setor de melhor desempenho, com 500 contratações líquidas, seguido pela indústria, com 167 novas vagas.

O município de São José do Rio Preto, pela primeira vez no ano, encerrou o mês com saldo líquido de contratações (239 vagas), sendo a Construção Civil o setor que mais empregou, com 151 novos postos criados.

Na contramão

Diferentemente do comportamento exibido por Ribeirão e região, o estado de São Paulo e o País continuaram a registrar demissões no mês de agosto. No estado de São Paulo, foram fechados quase 4,5 mil postos de trabalho. A construção civil foi o setor que mais demitiu. Embora significante, nota-se que há uma retração das demissões frente ao mesmo mês de 2015, quando foram fechadas quase 17 mil vagas. Por outro lado, entre setembro de 2015 e agosto de 2016, nota-se que as demissões (pouco mais de 500 mil postos destruídos) são superiores às registradas nos doze meses imediatamente anteriores (350 mil).

Em nível nacional, o mercado de trabalhou registrou 33.953 demissões líquidas no mês de agosto de 2016, montante significativo, porém inferior às 86.543 demissões líquidas registradas no mesmo mês de 2015. A indústria foi o setor que mais contratou e a construção civil, o que mais demitiu.

Entre setembro de 2015 e agosto de 2016, foram quase 1,670 milhões de vagas de trabalho destruídas em todo o País, montante bastante superior às quase 1,088 milhões de vagas destruídas nos doze meses imediatamente anteriores.

Na avaliação do professor e pesquisador do Ceper/Fundace Sergio Sakurai, os resultados apresentados nesta edição do boletim Mercado de Trabalho, de forma geral, sugerem que o cenário nacional ainda não demonstra sinais explícitos de recuperação mas, ao menos, sinalizam que as demissões têm ocorrido em ritmo menos intenso.

Para ter acesso ao estudo completo, acesse o link: https://www.fundace.org.br/_up_ceper_boletim/ceper_201610_00243.pdf

Fonte: OPA Assessoria em Comunicação

 

Autor

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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