Educação e tecnologia no estímulo à criatividade

Na onda das ações coletivas em sala de aula, professores e alunos se encontram para tornar o ambiente escolar mais dinâmico, criativo e atraente para o estudo. Mais do que isso, é tornar o conteúdo atraente para o aprendizado. E em momentos de trabalho colaborativo a tecnologia pode estar inserida em celulares ou em laboratórios de informática, por exemplo.

Um dos pontos de acesso às tecnologias dentro das escolas são os laboratórios com computadores que os professores utilizam durante algumas aulas. Mas pensando em tecnologia, inovações e criatividade, será que estes laboratórios continuam adequados ao ensino com tanta evolução tecnológica disponível?

As escolas vão se deparar com a necessidade de recriar ambientes como este. Claro que falando nisso estamos sinalizando também a necessidade de estrutura e manutenção e atualização frequentes. Os laboratórios de “informática”, por exemplo, precisarão ser espaços criativos e que estimulem realmente a colaboração entre os estudantes e não apenas sirvam para o aprendizado passivo.

Em entrevista ao Porvir, a coordenadora de informática educativa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Regina Gavassa, comenta que “Alguns professores acabam não mudando suas práticas por causa do equipamento que ele tem à disposição. Outros dizem que o espaço não serve mais para a ideia que estão trabalhando”.

Essa realidade apresentada por Gavassa nos faz refletir que somente o computador em sala não será (e já não é) suficiente para fazer com que o aluno desenvolva a criatividade, a habilidade de atuar em grupo e o senso crítico. Mas como as escolas poderão se adaptar a essa tecnologia no futuro?

Mais do que criar laboratórios de informática modernos, as escolas precisam instituir ambientes criativos e momentos de colaboração entre os alunos. Solucionar problemas em conjunto, trabalho em equipe e argumentação são pontos a serem trabalhados nestes locais, que nem sempre terão a formatação que conhecemos atualmente.

Autor

Caroline Petian

É jornalista e doutora em Comunicação e Cibercultura.

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