O ser letrado na era digital

Ser letrado no século 21 vai além de conhecer a tradicional linguagem falada ou escrita. Vai além do suporte impresso, dos livros e apostilas. O letramento agora em sua forma digital é mais amplo e engloba a necessidade de se conhecer o ciberespaço e atuar nele.

O que se conhece por letramento digital é a maneira de dar à leitura e à escrita um novo formato. É também a apropriação das tecnologias da informação e da comunicação para a leitura e a escrita digital, que envolvem textos, hipertextos, links, imagens e som em um mesmo suporte. Tudo isso com a agilidade que o meio propõe.

O fenômeno global da comunicação em rede traz a necessidade de novas habilidades dos indivíduos. Habilidades de agir com destreza nesse ambiente virtual aberto à informação.  Atmosfera comum de interação entre pessoas que convivem em outro tipo de sociedade – a da informação.

Com essa nova organização social temos em um só dia mais informações que nossos avós tinham em anos! Dizer que estamos na sociedade da informação não nos certifica sobre a construção do conhecimento. Todo esse fluxo de informações precisa passar pelo olhar crítico para que possa ter a chance de seguir para o conhecimento.

O volume informacional disponível no ciberespaço é tão gigantesco que poderia dar conta de instruir a todos do planeta sobre os mais diversos assuntos. Porém, essa condição de democracia que nos aparece é ilusória, por enquanto, já que não podemos considerar que seja um canal de acesso para todos.

Dessa forma, se estar no ciberespaço exige atuação e entendimento e este é um ambiente ainda restrito a muitas pessoas, como pensar no ciberespaço como algo democrático e libertador para esta época? Ainda estamos diante de um local (mesmo que virtual) que não promove por completo a inclusão que imaginávamos. Se “ser é ser percebido”, temos então uma fatia importante da sociedade que ainda não existe no cibermundo e, portanto, ainda não alcançamos a inclusão digital e, consequentemente, a social.

Autor

Caroline Petian

É jornalista e doutora em Comunicação e Cibercultura.

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