Cravinhense é voluntária em vacinação de combate ao Covid-19

A técnica de enfermagem, Camila Victorino, foi uma das 9 mil pessoas selecionadas, no Brasil, a participarem de um dos testes da vacina de combate ao Covid-19.

Desde o decreto de Pandemia Mundial de Coronavírus feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), os pesquisadores de diversos países iniciaram suas pesquisas e tentativas para a formulação da vacina que possa combater a doença, que já ocasionou, segundo o consórcio de veículos de imprensa, no Brasil, até a noite de terça-feira (08/09) 127.517 mortes e mais de 4 milhões de casos confirmados de Coronavírus.

Uma dessas parcerias para a produção de uma vacina que combateria o Covid-19 foi anunciada no dia 11 de junho entre o Governo do Estado de São Paulo, Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science. Batizada de CoronaVac, a vacina está na terceira fase, em que 9 mil voluntários no Brasil foram escolhidos para receberem a dose, e participarem do teste. Uma das voluntárias que foram escolhidas, em todo o Brasil, é a técnica de enfermagem cravinhense, Camila Victorino da Silva, 30 anos, e que trabalha no Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto.

“Assim que soube que a vacina seria testada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, fiz um teste de aptidão pelo site do Instituto Butatan, após ser aprovada, respondi a algumas questões, realizadas pelos responsáveis pela pesquisa, e então fui uma das pessoas selecionadas”, comenta Camila Victorino.

‘Em tempos de tantas notícias difíceis, todas as chances que temos de mudar os fatos, devem ser valorizadas e acreditadas’
Foto: Arquivo Pessoal

A técnica de enfermagem tomou a primeira dose da vacina no dia 11 de agosto, e a segunda foi aplicada em 27 de agosto, e em nenhuma teve reação adversa a não ser uma pequena dor no local da aplicação. Mas sintomas como febre baixa, dor e vermelhidão local, já são esperados.

“A pesquisa é muito séria, segura e com métodos rigorosos de estudo. Passamos por entrevistas, avaliação de saúde, entre eles o teste para o COVID-19, consulta médica, e somente após os resultados fomos encaminhados para receber a vacina. Depois da aplicação permaneci em observação médica, por aproximadamente 1 hora, e fui liberada. Após 15 dias foi realizado novamente todo o processo e aplicada a segunda dose da vacina. Sou monitorada diariamente e seguirei assim por algum tempo, para que seja avaliada a eficácia da vacina e o seu tempo de proteção”, revela Camila.

Outros profissionais de saúde e amigos de Camila também participam do teste, e até o momento não tiveram reações adversas.

“Tenho alguns colegas que também receberam a vacina, e estão todos bem, sem reações. Essa vacina em fases anteriores já têm se mostrado promissora, e segura. Feita com o vírus inativado, que não é capaz de infectar ou causar a doença. Além de ter a parceria com o Instituto Butantan, que tem um destacado centro de pesquisa biológica e é produtor de várias outras vacinas que já fazem parte do nosso calendário, como a vacina que usamos atualmente para combate a influenza”, diz a técnica de enfermagem.

‘Acredito nessa vacina! E tenho fé que vamos vencer’
Foto: Arquivo Pessoal

Com a suspensão da vacina de Oxford, na terça-feira (08/09), devido um registro de caso adverso no Reino Unido, a CoronaVac se torna uma das vacinas mais promissoras do mundo.

“Acredito que o Brasil tem grandes chances de receber em breve a vacina. Nosso programa vacinal é referência mundial, e para a Vacina do COVID-19 contamos com a parceria do Instituto Butatan, reconhecido por seu trabalho notável em saúde pública, e considerado um dos principais centros científicos do mundo. Além de ter capacidade para uma larga escala de produção da vacina”, ressalta Victorino.

‘A pesquisa é muito séria, segura e com métodos rigorosos de estudo’
Foto: Arquivo Pessoal

Apesar de ter sido voluntária para o teste da vacina que combate o Coronavírus, Camila Victorino ainda continua exercendo a profissão e sendo “linha de frente”, durante essa Pandemia Mundial.

“São tempos difíceis! Perdi colegas de profissão, tenho que lidar diariamente com o medo, ansiedade, exaustão e a falta de reconhecimento não só da população como também dos governantes. É um desgaste físico e emocional muito grande. Entretanto sou muito grata pela oportunidade, e que a CoronaVac seja um sucesso, e que brevemente possamos voltar a normalidade, ao convívio daqueles que amamos”, conclui a técnica de enfermagem.

Caso a vacina se mostre eficaz após todas as fases, o Instituto Butantan receberá 60 milhões de doses, que posteriormente serão ofertadas à população brasileira. Com o acordo o Butantan também poderá produzir as vacinas em sua fábrica, em São Paulo, após transferência de tecnologia.

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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