Pai busca por filha levada pela mãe há 8 meses

O bombeiro militar Antônio Carlos Gonzaga Coelho (Cabo Carlos) viu sua ex-companheira Rubia Scrócaro desaparecer com a filha do casal, Pietra (6 anos), após decisão da Justiça.

O bombeiro militar Antônio Carlos Gonzaga Coelho (Cabo Carlos) exerce a sua profissão há mais de nove anos, além de já ter sido também policial militar por aproximadamente oito anos. Já enfrentou diversas situações e tem muitas histórias para contar, entretanto nunca pensou que poderia ele ser quem precisasse da ajuda de todos. Isso mesmo há 8 meses, Carlos não vê a sua filha Pietra (6 anos), que foi fruto de um relacionamento com Rúbia Scrócaro.

Rubia desapareceu com Pietra em agosto de 2020, quando a Justiça determinou alienação parental (que é quando um dos pais influencia o filho (criança ou adolescente) a repudiar o outro genitor) e decidiu por inverter a guarda, assim passando a mesma para Carlos. Apesar de ter a decisão favorável da Justiça, o bombeiro viu sua ex-companheira desaparecer com sua filha, e desde então começou sua busca para rever sua filha.

O bombeiro militar, Antônio Carlos Gonzaga Coelho (Cabo Carlos), está há oito meses em busca do paradeiro de sua filha Pietra
Foto: Arquivo Pessoal

“Ganhei na Justiça o direito dela morar comigo, mas mesmo assim fico de mãos atadas, uma vez que a mãe de forma arbitrária sumiu com ela, e não me deixa nem a ver. Me sinto injustiçado diante de toda essa situação, porque estou 8 meses sem ver a minha Pietra”, explica Carlos.

O casal se conheceu em uma tradicional festa realizada em Caldas Novas (GO), namoraram por três meses, e em seguida Rubia engravidou. E depois que Pietra nasceu o relacionamento durou mais alguns meses e acabou. Foi quando Rubia começou a determinar que para Carlos poder visitar a filha e levar para sua casa teria que ser por ordem judicial. Foram 60 dias sem ver ainda a bebê Pietra.

“Quando separamos ela disse que tinha que ser tudo judicialmente, então fiquei 60 dias sem ver a minha filha, uma vez que tive que constituir advogado, e então conquistar na Justiça o direito de ver a Pietra”, ressalta Carlos.

Elas moravam em Brasília, e Carlos dentro de suas condições visitava a pequena Pietra uma vez por mês, e também com a determinação da Justiça trazia a criança para passar alguns dias em sua casa.

Rúbia Scrócaro, ex-companheira de Carlos, fugiu com a filha do casal, assim que a Justiça deu a sentença a favor do bombeiro militar
Foto: Divulgação

“Meu relacionamento com a Pietra sempre foi muito saudável, dava muito amor e carinho, porque conseguia ver ela um vez por mês. Inicialmente ela morava em Brasília, mas nos últimos dois anos se mudaram para Curitiba. Dentro de minhas possibilidades financeiras e também do trabalho sempre viajava para visitar a Pietra”, conta Carlos.

Apesar de toda essa dedicação ele viu a sua vida e a de sua mãe se transformarem, uma vez que a última vez que estiveram com a Pietra foi quando a pequena passou férias com eles, em Cravinhos (SP), em julho de 2020.

“O último contato que tive com a minha filha foi quando ela passou as férias em julho do ano passado comigo e minha mãe. Em agosto quando o juiz deu a alienação parental e inversão do lar, a Rubia sumiu com a Pietra. E até hoje estou sem nenhuma notícia da minha filha. Minha mãe fica apreensiva, ansiosa e preocupada para que toda essa situação se resolva da melhor maneira possível, uma vez que é a única neta dela, e somos só eu, minha mãe e a Pietra como família”, diz o Cabo Carlos.

“Papai está morrendo de saudade e quer ela rapidamente em seus braços”
Foto: Arquivo Pessoal

A última vez que souberam de notícias de Rubia foi em dezembro de 2020, em que amigos do Cabo Carlos a viram em Brasília (DF), tiraram fotos dela e enviaram para ele.

“Elas estão no Brasil, porque em setembro do ano passado quando me foi dada a sentença favorável, o juiz já bloqueou o passaporte tanto da Rúbia como da Pietra. E em dezembro amigos nos falaram que elas foram vistas tirando fotos em Brasília (DF), por isso tenho quase certeza que elas estão no Brasil”, diz Carlos.

Emocionado o bombeiro só pede que Rubia possa pensar na formação de Pietra, e que elas apareçam o mais breve possível, uma vez que a saudade está grande para todos, e que ele quer ajudar na formação de sua filha.

“Que a Rubia possa pensar na formação da Pietra, senão dêmos certo na vida amorosa, o importante e que a Pietra tenha uma formação com a presença do pai e mãe. Que ela coloque a mão na consciência, e Deus possa tocar o seu coração, para que possamos rever essa situação, uma vez que o caminho que as coisas estão possa haver uma decisão mais drástica em desfavor da Rubia, e o que eu quero é um entendimento e acordo pro melhor convívio da minha filha”, emociona-se o bombeiro militar, Antônio Carlos.

Cabo Carlos é pai, tem um boa índole, trabalha como bombeiro há 9 anos e já atuou como policial, sempre procurando fazer o bem. E agora busca um final feliz para ter a sua filha de volta ao lar
Foto: Arquivo Pessoal

E para quem tiver alguma informação verdadeira do paradeiros das duas pode entrar em contato diretamente no Facebook ou Instagram do Cabo Carlos (https://www.facebook.com/carlos.berseker) ou ainda com seus advogados @lrbgomes e @marjolymassapust.

“Acho que não merecia estar passando por isso. Mas acredito em Deus e conto com todos para que possam me ajudar, e em breve possa estar com a minha filha
Foto: Arquivo Pessoal

Busca e apreensão

A Justiça determinou uma diligencia de busca e apreensão, no apartamento da mãe de Rubia em Brasília, mas nada foi encontrado no local, e a também avó de Pietra disse que não vê as duas há muito tempo. Entretanto Carlos acredita que ela está acobertando a filha para fugir com Pietra.

“Não consigo ter contato com ninguém da família dela, os primos não sabem do paradeiro, a mãe da Rubia fala que também não sabe, mas em dezembro mediante decisão judicial foi feita uma diligência de busca e apreensão, e percebemos que ela sabe sim do paradeiro delas, só que está acobertando e não quer falar”, avalia Carlos.

Na ocasião, o Oficial de Justiça que acompanhava a busca e apreensão foi até uma loja, que fica embaixo do prédio, onde a mãe da Rubia mora, e lá o vendedor foi categórico em afirmar: “Vi ela [Rubia] há dois dias subir no prédio”. Isso demonstra que a avó sabe, mas não quer falar.

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: