Dependência química e formas de tratamento

Dependência química: Problema social cada vez mais presente no tempos atuais, seja pela facilidade, abertura ou quaisquer outras formas de influência e consumo. Sem uma categoria homogênea ou determinante para o uso, as formas de tratamento devem ser pensadas individualmente, considerando as características pessoais de escolha, a realidade psíquica e perfil, características socioeconômicas e culturais, bem como nível de envolvimento com tratamento e perspectiva futura.

Relembrando: A dependência química, em termos gerais é quando o usuário de substâncias perde o controle do uso, comprometendo  sua vida psíquica, emocional, física e social, onde há a necessidade de tratamento adequado e envolvimento do mesmo para a eliminação da dependência, ou ao menos, redução de prejuízos nos diversos âmbitos de sua vida. (Saiba mais em: https://intertvweb.com.br/no-diva/dependencia-de-substancias-psicoativas/).

São inúmeros métodos de tratamento para o dependente químico (DQ), abrangendo inúmeras modalidades, meios, formas e crenças. Alguns recorrem a meios religiosos, outros a clínicas de internação, intervenções farmacológicas, programas de autoajuda… Tudo o que prometa ajudar a pessoal é levado em consideração em momento de desespero e busca pela “cura”.

As formas de trabalho atuais para recuperação de DQ, considerando profissionais capacitados para auxiliar e um tratamento adequado, são as que envolvem a reabilitação psicossocial, que incluem programas de tratamento como: psicoterapia individual e de grupo, aconselhamento individual, palestras, psicoeducação, aconselhamento familiar, atividades recreacionais e suporte oferecido por grupos anônimos (Alcoólicos Anônimos (AA), Narcóticos Anônimos (NA), entre outros grupos com outras problemáticas como enfoque).

Assim como a dependência, não há determinantes e regras para realização do tratamento por meio da psicoterapia, seja ela individual ou grupal. É necessário amparar-se na teoria de atuação de cada profissional e considerar toda a história de vida e perspectiva do sujeito, juntos criando formas de superação da dependência.

Relembrando: A psicoterapia, resumidamente, é um procedimento científico e fundamentado que visa auxiliar o indivíduo a lidar com os mais diversos temas e aspectos de sua vida em qualquer âmbito, bem como aliviar sofrimento emocional, buscar recuperação, autoconhecimento, entre outros. (Saiba mais em: https://intertvweb.com.br/no-diva/psicoterapia/)

O aconselhamento individual, indicado em todos os casos, assim como a psicoterapia, busca auxiliar o paciente a lidar com as consequências e prejuízos relacionados ao uso da substância, porém menos focado na mudança de aspectos internos e psíquicos. Visa a modificação do abuso pela identificação dos problemas e comportamentos diários que contribuem para o consumo de droga e também pela oferta de serviços concretos que visam a superação desses problemas. Trabalha pela oferta de apoio, promove estrutura, monitora comportamento, encoraja a abstinência e disponibiliza serviços de apoio em geral.

As palestras são realizadas nos lugares de tratamento (Centros de saúde local da cidade, CAPS, Centros de Apoios), e tem como enfoque as problemáticas relacionados ao uso de substancias, bem como consequências e superações, buscando trazer o máximo de envolvimento entre o usuário, buscando mostrar o “porquê superar” e quais formas possíveis de se fazer.

Psicoeducação busca reabilitação psicossocial e o bem estar individual e familiar em relação da DQ. Ela é uma estratégia auxiliar e complementar ao tratamento, buscando auxiliar na adesão ao tratamento, aumento de conhecimento de sintomas, diminuição do estresse na abstinência e no ambiente familiar, auxiliando na redução de recaídas e reincidências de uso.

O aconselhamento familiar tem o objetivo de orientar a importância do apoio e contato com o dependente, mostrando formas enfrentamento, diminuição do stress, adesão ao tratamento e apoio emocional a todos os membros envolvidos. (Lembre-se que a dependência química é um transtorno, uma doença na qual o indivíduo perde o controle e necessita de tratamento)

As atividades recreacionais servem como interação de outros usuários, com o intuito de ocupar o tempo vago, trazer interação social e trabalhar as diversas habilidades dos que a frequentam, auxiliando psicossocialmente com as mais diversas atividades e interações.

Os grupos anônimos, são grupos de ajuda mútua que possui como objetivo ajudar os participantes a eliminar, ou pelo menos manter sobre controle, o problema focal estabelecido. São realizadas reuniões nas quais todos os membros podem expressar-se e colocar suas dúvidas, aflições, incertezas, preocupações e ansiedades relacionadas ao vício e buscar ajudar ou serem ajudados. Cada reunião é realizada de uma forma, não há repreensão, e a escuta, o apoio e a compreensão são as forma terapêuticas utilizadas.

Para algumas pessoas são necessárias todas formas de apoio, para outras, apenas algumas bastam. Como cada um é único e singular, a forma de tratamento, apoio é requerido, manejo e cuidado é individual e estudado a cada passo. Cada forma de trabalho é única e singular.

Cada lugar trabalha de uma forma, tem pacientes de um jeito ou de outros e nem sempre, diante todos esses meios, há melhora na dependência. É necessário saber se há compreensão da necessidade de tratamento do paciente, se tem-se um objetivo e qual a melhor forma de alcançá-lo, seja com a “libertação” do vício, com a diminuição, ou a redução de danos pessoais e familiares.

Se você é um dependente, ou possui conhece algum, busque ajuda com profissionais capacidades. Vá ao Centro de Saúde Psiquiátrico de sua cidade e veja a formas de orientação que eles oferecem, bem como grupos e apoio e psicoterapias. Todo vício é tratável, mas cabe a cada um fazer sua parte e querer muda-lo.

Yasmin Paciulo Capato

Yasmin Paciulo Capato é Psicóloga (CRP: 06 / 136448) clínica e atende as especialidade de Psicoterapia, Orientação Vocacional e Psicodiagnóstico na Clínica Vitalli.

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