Solidão

Recentes pesquisas sugerem uma nova forma no pensar na solidão e visam analisar quais impactos ser solitário pode ter na vida de cada pessoa. Nascemos para sermos sociais, para termos interações humanas.

“Os seres humanos são criaturas sociais, e sentir-se valorizado pelos outros é a própria base da vida” – Dalai Lama

Desde nossos ancestrais vivemos em grupos. Quando estamos com alguém em que confiamos, muitas vezes nos sentimos mais seguros do que sozinhos. Inatamente, buscamos relacionamentos e interações sociais que nos causem sensações de bem estar e conforto.

O nível de solidão impacta diretamente o emocional, além de aumentar o risco de desenvolvimento de ansiedade social, depressão e paranoia. A solidão pode nos trazer momentos de tristeza ou calmaria, depende o momento em que a sentimos e o quão presente é em nossas vidas.

Isolar-se intencionalmente para refletir, ter momentos únicos com si mesmo, buscar a sensação de paz são momentos necessários ao ser humano, sentir-se isolado ou “como um peixe fora da água” é necessário um olhar cuidado, e não conseguir ter contatos sócias, abster-se de tudo e todos, é sinal de depressão.

Apesar de parecerem iguais, a solidão tem a ver com convívio social, círculo de amizades e nas redes de contato, são os sentimentos negativos que surgem através das interações sociais, já a depressão diz respeito ao estado emocional e psíquico do sujeito com o meio e ele próprio.

Solidão não implica apenas em isolamento social, ou no tempo determinado em que a pessoa fica sozinha. Estar em um grupo e se sentir isolado, ter várias relações e sentir-se sozinho, é isto o que é a solidão, o que realmente importa é a qualidade do convívio social, e não a quantidade. Uma pessoa solitária não se sente compreendida pelos outros, e pode acreditar que não mantém relacionamentos significativos.

Mantemos relacionamentos para termos trocas, de respeito, cuidado, carinhos, amor ou qualquer sentimento que nós faça bem. Manter relações apenas por manter, ou pra não ser sozinho ou sentir-se isolado não é saudável, estar em companhia física não significa não estar solitário, damos valor ao que nos é significativo e é isto que trará o sentimento de presença ou solidão.

Cada relacionamento que mantemos, cada lugar que frequentamos vão nos dando forma, fazer sermos quem somos. Quando nos encontramos solitários em nós mesmos, sentimo-nos vazios, perdidos dentro de nós mesmos, e algumas coisas param de fazer sentindo, e é ai que temos que mudar.

Quando a solidão nos traz incômodos, é necessário rever o que nós faz bem e nos traz essa sensação de pertencimento e companhia. É necessário nos reencontrarmos em nós mesmo e em nosso meio social.

Existem pessoas que mesmo acompanhadas se sentem abandonas e perdidas, entretanto existem pessoas que mesmos sós sentem-se completas e acompanhadas. A solidão não deve ser entendida de forma tão limitada a estar ou não com alguém, é preciso abrir os olhos para entender que o sentimento em torno dela é muito mais subjetivo e particular, e definisse pela vivencia e compreensão de cada um.

Yasmin Paciulo Capato

Yasmin Paciulo Capato é Psicóloga (CRP: 06 / 136448) clínica e atende as especialidade de Psicoterapia, Orientação Vocacional e Psicodiagnóstico na Clínica Vitalli.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: