Violência e tortura psicológica

Violência psicológica: qualquer conduta que cause dano emocional ou prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; diminuição, prejuízo ou perturbação ao seu pleno desenvolvimento; que tenha o objetivo de degradar ou controlar ações, comportamentos, crenças e decisões mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, insulto, chantagem, ridicularização, exploração, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio. Lei nº 11.340

Tortura psicológica: constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa, para provocar ação ou omissão de natureza criminosa, em razão de discriminação racial ou religiosa e/ou submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. Lei nº 9.455

Não importa o motivo, a situação ou a justificativa, violência e tortura psicológica são crimes e podem causar danos irreversíveis aqueles que sofrem tal tipo de violência. Por serem mais subjetivas, e não deixarem marcas visíveis a olho nu no corpo, muitas vezes são ignoradas e deixadas de lado, piorando ainda mais o estado emocional da vítima, sofrendo o risco de desenvolver distúrbios psicológicos (traumas, fobias, síndrome do pânico, crises…).

Chantagem, sessões longas e constrangedoras de interrogatórios, privação de sono, confinação, humilhação (pública ou não), exploração de fobias e pavor, são torturas frequentes e comuns.  Ofensas, xingamentos, menosprezo, condenação, possessividade, acusações, extorsão, isolamento, ameaças, desaprovações, sabotagem, imposições são alguns dos vários tipos de violência psicológica que todos cometemos (mesmo sem intenção algumas vezes) e são nocivas a qualquer pessoa.

Dificilmente vítimas de tais violências procuram ajuda, muitas não percebem o fato em si, na grande maioria das vezes não acreditam que o que passam é um crime e há punição, sentem-se envergonhados por não conseguirem superar tal “problema”, ou pelo próprio medo de seu agressor. Muitas vezes pode-se encontrar como forma de defesa a violência que é recebida, ou isolamento social como meio de fuga, mas apenas procurar ajuda é que resolverá a situação.

Denunciar os agressores é o primeiro passo, afastar-se (se possível) é a melhor alternativa, e a busca pela terapia auxiliara a passar pelo momento de sofrimento, refletir a respeito e encontrar formas de lidar com tudo o que se passou.

Se você sofre ou já sofreu algum tipo de tortura psicológica e carrega algum tipo de trauma, ressentimento ou mesmo que seja uma má lembrança, procure um tratamento adequado. Muitas vezes estas dores e sofrimentos guardados agem na nossa vida de maneira inconsciente e silenciosa, mas que causam grandes estragos no decorrer dos anos.

Todos precisam de um apoio e de alguma ajuda em algum momento de nossa vida, seja em um amigo, na religião ou na terapia, mas não deixe de lado ou pense que pode superar sozinho. Só você pode cuidar de si mesmo, e ajuda sempre é necessária e bem vinda.

Yasmin Paciulo Capato

Yasmin Paciulo Capato é Psicóloga (CRP: 06 / 136448) clínica e atende as especialidade de Psicoterapia, Orientação Vocacional e Psicodiagnóstico na Clínica Vitalli.

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