Duas missões, um propósito

E hoje temos a nona história da Coluna “Preces de Esperança”. Vale a pena conferir!

Esses dias, Padre Josirlei enviou este texto:

“O estetoscópio, usado para amplificar sons humanos produzidos internamente, não é meu instrumento de trabalho. Não faço avaliação diagnóstica. Essa não é a minha missão. A missão do Capelão Hospitalar é ter dons específicos de cuidado, como uma vida de oração e a sensibilidade para lidar com a dor do próximo; tem de saber escutar, para discernir como agir, aconselhar, acolher, caminhar junto e estar presente.

É escutar o grito de Jesus Crucificado, no íntimo da pessoa que sofre.”

Foto: Arquivo Pessoal

Bela e importante analogia. Enquanto o médico ou profissional da saúde, através do estetoscópio, capta as vibrações das estruturas cardíacas e vasculares no tórax e se empenha para garantir a saúde física de seus pacientes, o Capelão escuta, através de sua sensibilidade, a dor que lateja na alma do enfermo, o pedido de socorro daquele que sofre. Assim, oferece não remédios, mas a sua mão, sua oração e sua palavra para levar o conforto e a força que vem do Senhor.

Ambas missões se complementam. Para ambas as missões é preciso estar disposto, comprometido, inteiro.

Escutar é tão essencial quanto auscultar. Cuidar da saúde espiritual é tão essencial quanto cuidar da saúde física.

A escuta ativa é tão essencial quanto a fisiologia…

A habilidade que o médico tem para utilizar um instrumento como o estetoscópio é a delicada habilidade que o Capelão Hospitalar tem para entrar na intimidade do paciente e escutar seus medos e angústias; e para cada acolhida do grito do Jesus Crucificado, há uma recompensa: amor partilhado, fé reavivada, olhar de gratidão de cada paciente e a esperança renovada em cada coração.

Capelão Pe. Josirlei e Lucimara Souza

Recortes da realidade que suscitam esperança, fé e amor. Experiências vividas pelo Capelão Pe. Josirlei, traduzidas por Lucimara Souza.

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