A escola em tempos de Pandemia

Há algumas semanas estamos enfrentando uma tempestade, com ventos e trovões, que veio sem nos avisar e tem nos amedrontado.

Pare! Especialmente se você é aluno, mãe, pai ou responsável por algum aluno.

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Ao longo da nossa vida, enfrentamos muitas, muitas adversidades… Isso acontece no trabalho, na vida pessoal, na vida profissional, e, muitas vezes, não estamos preparados para isso. É necessário, então, nos adaptarmos.

São experiências que nos tiram o chão, nos deprimem, nos deixam tristes, alimentam infinitos medos e ansiedade. São as tempestades, os ventos contrários se estabelecendo em nossas vidas, com os quais, mesmo sem recursos ou experiências, temos que aprender a lidar. Afinal, ‘velejar não é somente sobre o vento, mas sobre o velejador. Relação única esta.’

O(s) velejador(es) precisa(m) fazer do forte vento seu parceiro, e seu sucesso depende da maneira como ajustará as velas.

Bem… Há algumas semanas estamos enfrentando uma tempestade, com ventos e trovões, que veio sem nos avisar e tem nos amedrontado.

Reclamar, julgar, insultar uns aos outros nesse momento, portanto, não vai mudar nossa situação, não irá acabar com essa tormenta; muito pelo contrário, isso vai deixar nosso percurso mais penoso e doloroso. Estamos todos juntos sob o mesmo temporal e, por incrível que pareça, exatamente na mesma navegação, sofrendo do mesmo jeito, apavorados e tristes na mesma intensidade.

E o que essa relação tem a ver com a escola? O que cabe a nós, enquanto educadores, queridos pais e alunos?

Foto: Divulgação

Saber que, estando na mesma tripulação, podemos contar com vocês para redirecionar nosso barco. A hora é de nos unirmos e assumirmos nosso protagonismo, ajustando nossas velas, sendo apoio uns para os outros e recalculando nossa rota, pois nossa jornada é a mesma e precisaremos chegar, ao nosso destino, sãos, salvos e felizes.

Ou seja, queremos ter sucesso no ano letivo de 2020, ainda que estejamos atravessando esse período difícil. Para isso, precisamos de vocês do nosso lado, que estejam a bordo conosco unindo as forças no ajuste das velas – no comprometimento com seus filhos, na orientação, no diálogo construtivo com a escola.

O vento forte está diante de nós. Não podemos mudá-lo, mas temos a capacidade de harmonizar nossas velas pra irmos até além dos nossos objetivos. Para isso, mais uma vez, carecemos de força conjunta.

Pensem nisso! Mais que empatia, o momento agora é de compaixão.

A ventania ainda não passou. Talvez demore a passar. Deus queira que não.

Por enquanto, continuamos, então, o trabalho de controle de direção da nossa embarcação. Viajemos, desta forma, um pouco pra fora do nosso próprio ‘eu’, fazendo um esforço para enxergar a situação a partir do ponto de vista do outro.

Assim, juntos, podemos nos salvar!

Foto: Divulgação

Lucimara Souza

Formada em Letras, Pedagogia e especialista em Comunicação: linguagens midiáticas, atualmente professora. Aprecia a escrita permeada pela criatividade, humor e certa dose de sarcasmo.

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