O que é felicidade mesmo?

Dicionários trazem que felicidade vem do latim, de felix (genitivo felicis), que quer dizer “fértil”,“frutuoso”, “fecundo”. Mais tarde, por extensão metafórica de sentido, já que o que é fértil é também propício, favorável, felix tornou-se sinônimo de “afortunado”, “alegre”, “satisfeito”.

Tal análise etimológica é importante porque determina com precisão a origem da palavra, traz sua história e explica seu significado por meio dos elementos que a constituem – sua composição e sua evolução ao longo dos anos.

Há inúmeras cenas cotidianas que já trouxeram, trazem ou poderão nos trazer momentos felizes. Algumas hilárias, outras um tanto quanto insignificantes, aparentemente. Não para quem já viveu, entretanto.

Qual criança não se sentiu feliz quando parou de fazer xixi na cama? Certamente a família toda compartilhou o momento.

Digam qual a mãe que não se alegrou ao ver, após sucessivas tentativas, que seu filho deu o primeiro passo, bebeu leite no copo pela primeira vez ou pediu pra fazer xixi no vaso sanitário? Ela ficou feliz, sim! Da mesma forma o pai, que morreu de contentamento ao sentir que seu pequeno adotou o mesmo time do coração que ele.

O professor que, após dois anos de trabalho em alfabetização, percebe que a criança escreveu e leu as primeiras sílabas. A emoção é tão grande que as lágrimas de alegria são inevitáveis!

E o dia em que você recebeu o primeiro salário da vida? Até quando este não era “lá essas coisas”, você não poupou sorrisos para manifestar sua jovialidade.

Primeiro dia de férias do primeiro emprego dispensa comentários.  Felicidade garantidíssima!

group of happy young people jumping on the mountain

Acordar depois de ter sonhado que perdeu a hora, levantar esbaforido e checar que ainda está dentro do horário para ir trabalhar ou retomar a consciência e perceber que é domingo é algo que causa intensa alegria, não é? Ah, se é! O efeito é o mesmo quando você, ao perceber que está caindo, acorda assustado e nota que era só sonho.

Chegar à escola sem ter feito aquele trabalho que decidiria a nota do bimestre e receber a notícia de que a professora faltou porque estava enferma. Quem não sorriu aliviado diante dessa situação? Não por conta do estado da professora, obviamente.

E o dia em que aquele moço, que há anos você paquerava, olhou para você e sorriu pela primeira vez? Tem felicidade maior? Tem. A de receber um bilhetinho de correio elegante enviado por ele na festa junina de bairro.

A felicidade do dia em que você foi aprovado (a) no exame da Carteira de Habilitação é, igualmente, imensurável! O nervosismo e as sempre presentes pernas bambas que o digam!

Não importa como enxergamos: felicidade ou momentos felizes. A certeza é que felicidade plena realmente não existe. Não dá pra saber qual vai ser o dia mais feliz da vida. É certo também que este estado não deve depender de alguém ou da realização de grandes sonhos; deve ser vivido dia a dia, minuto a minuto. A qualidade ou estado de feliz, a satisfação, o contentamento, a bem-aventurança, o regozijo, o júbilo, alegria intensa ou quaisquer outros vocábulos que denominem essa maravilhosa sensação, podem ser vivenciados por todos, no sentido mais genérico da palavra, independente da idade, sexo, raça, cor ou credo.

Basta que se faça uma escolha: ser ou não ser feliz!

Escolheu ser feliz? Esbanje ao máximo o mais precioso símbolo deste sentimento: o sorriso! Permita-se sempre afogar nas ondas da felicidade.

Optou por ser ou se julgar infeliz? Preste atenção nos pequenos momentos a sua volta. Dá uma olhada lá naquela calça que você usou na semana passada. Talvez você encontre 20 reais em um dos bolsos.

 

Lucimara Souza

Formada em Letras, Pedagogia e especialista em Comunicação: linguagens midiáticas, atualmente professora. Aprecia a escrita permeada pela criatividade, humor e certa dose de sarcasmo.

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