Os ipês

Como toda semente, suas sementes são joias. Trazem em si um segredo, uma vida, um futuro. Carregam a transformação, o crescimento, a missão.

Em solo fértil, germinam, desabrocham, revelam. Precisam de nutrição. Carecem de carinho, respeito, atenção.

Esperança de vida é agora vida. Vida que ganha forma, corpo, beleza colorida. Beleza que vem de branco, amarelo, rosa ou de roxo revestida.

Ao longe, pequenos ou robustos, posam para serem eternizados. Dificilmente passam sem serem notados.

Enchem os olhos daqueles que os avistam. Rompem o hábito dos meios urbanos e ornamentam as estradas ao bailarem ao sopro dos ventos. Conquistam.

São fortes, de lei. Exuberantes! Impõem-se.

Lentamente desenvolvem-se e, ao sorrirem ao inverno, oferecem-lhe as cores. Seus corpos são palcos, de onde caem as folhas, que, destemidas, deixam ali brilharem suas flores, prenunciando a aguardada primavera.

Assim são os ipês.

Mostram-se secos ao perderem suas folhagens, mas desvendam uma floração espetacular. É como o ser humano que, após seu tempo de resiliência e recolhido em algum período da vida, ressurge ainda mais belo e forte.

Ipês são esplêndidos por si só e, emoldurados pela imensidão azul do céu, quando floridos, harmonizam e desvendam a grandeza, copiosa beleza da Divina criação.

Lucimara Souza

Formada em Letras, Pedagogia e especialista em Comunicação: linguagens midiáticas, atualmente professora. Aprecia a escrita permeada pela criatividade, humor e certa dose de sarcasmo.

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