Tumor filoide na mama: sintomas, causas e tratamentos

Dores, assim como o comprometimento dos linfonodos existentes na região próxima das axilas, não são habituais.

O tumor filoide na mama corresponde a menos de 1% de todos os tumores que atingem a região. O seu comportamento varia. Ele pode ser benigno, quase maligno ou maligno, com possibilidade de metástases. A idade mediana para o surgimento do problema, por sua vez, é entre os 42 e os 45 anos de idade. Sabemos, no entanto, que há quem manifeste a enfermidade mais cedo.

Utilizamos o termo “filóide” por conta do aspecto foliáceo das células existentes no tumor. Geralmente o tumor se manifesta por uma massa palpável no exame físico e se apresenta como um nódulo de crescimento rápido. Não é raro ser diagnosticado já se apresentando com 4 a 5cm.

O tamanho da lesão pode variar entre um e dez centímetros e os sintomas, além da identificação da massa tumoral pelo toque, podem incluir retração de mamilo ou ulceração. Dores, assim como o comprometimento dos linfonodos existentes na região próxima das axilas, não são habituais.

Foto: Divulgação

Como fazer o diagnóstico do tumor filóide na mama?

Além da avaliação clínica, que inclui exame físico, é necessário submeter o paciente a exames de imagem e biópsia para estudo do tecido. Assim, para comprovar o diagnóstico, é preciso fazer análise de imagem e biópsia das células da mama.

Entre os exames que podem ser solicitados pelo médico estão: mamografia; ultrassonografia; e ressonância magnética.

O tratamento é feito geralmente a partir da retirada do tumor, por via cirúrgica, podendo haver necessidade de retirada do seio. Em alguns casos, como quando a massa tumoral é grande ou há possibilidade de câncer de mama (associação do câncer de mama neste caso é bastante rara), pode ser necessário fazer mastectomia total ou parcial.

Alguns especialistas sugerem a possibilidade de, após a retirada da lesão, iniciar terapia hormonal ou radioterapia. Tais circunstâncias, no entanto, dividem a comunidade médica e devem ficar a cargo do profissional responsável por cada caso.

Foto: Divulgação

Considerações finais: prognóstico e possibilidade de metástases

Aproximadamente metade dos tumores filoides na mama são malignos: na prática, isso significa que a enfermidade corresponde a pouco menos de 1% dos cânceres de mama. Dentre os casos malignos, apenas 10% a 20% evoluem para metástases. Em circunstâncias como essa, a via de disseminação é pelo sangue do paciente. O local mais frequente de metástase, por fim, é o pulmão.

Essa condição é mais comum em pacientes com tumores com mais de 5cm ou que apresentaram, após a histologia (estudo do tecido), características de tumor maligno.

Embora os tumores filoides na mama assustem, já que costumam ser grandes e crescem com certa rapidez, o prognóstico é positivo. Caso identifique qualquer alteração na região das mamas, vale entrar em contato com um médico de confiança e agendar uma consulta.

Gustavo Zucca

Mastologista, pós-doutorado pela Unesp, especialista em oncoplastia e cirurgia reconstrutora da mama pelo Instituto Europeu de Oncologia – Milão.

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