A importância da atividade física durante o tratamento do câncer

Estudos científicos sugerem que fazer atividade física durante e após o tratamento pode diminuir o risco de recorrência do câncer

A importância da atividade física durante o tratamento do câncerFlávia Flores, fundadora do Instituto Quimioterapia e Beleza e paciente de câncer de mama fazendo exercícios

São muitas as novidades na vida de uma pessoa que recebe o diagnóstico de câncer. Quimioterapia, radioterapia, sonda, cateter, remédios, queda de cabelo, diminuição da libido, enfraquecimento das unhas. Algumas engordam, outras emagrecem. As preocupações são diversas e muitas pessoas acabam deixando a prática física de lado.

No entanto, pesquisas científicas sugerem que o exercício físico não somente é seguro durante o tratamento, como traz também muitos benefícios para passar por essa fase com mais qualidade de vida. “O exercício melhora o funcionamento do corpo, diminui a sensação de fadiga causada pela quimioterapia, diminui a ansiedade e aumenta a autoestima”, informa a diretora médica do Instituto Quimioterapia e Beleza, Dra. Regina Chamon.

Além disso, os exercícios também ajudam a manter a composição corporal adequada (ou seja, a distribuição entre músculos, gordura e ossos no corpo), a diminuir a perda de massa muscular e a manter o coração funcionando bem. Pesquisas ainda apontam que a prática física durante e após o tratamento pode diminuir o risco de recorrência do câncer.

Mesmo com todos esses benefícios, é muito importante que as pessoas em tratamento de câncer tenham cuidado redobrado durante os exercícios. “Não adianta querer fazer toda a atividade física que seu corpo nunca fez, muito menos de uma vez só”, alerta a médica Regina Chamon. “Se você era sedentário, comece com atividades leves e de pouca duração. Dez minutinhos por dia de uma caminhada leve, já está de bom tamanho”, aconselha.

O ideal é que sejam feitos 150 minutos de atividade ao longo da semana, tempo este dividido entre exercícios de resistência muscular e aeróbicos, mas sempre de intensidade baixa. A médica alerta também para a importância de sempre consultar um médico, pois cada caso é um caso e “estar acompanhado por um bom educador físico e que tenha experiência em pacientes com câncer é fundamental”.

Para as pessoas que estão em tratamento de câncer, a médica Regina Chamon lista alguns cuidados que precisam ser observados:

Anemia severa: deve-se postergar o início das atividades, até que a anemia tenha melhorado;

Imunidade baixa: evite fazer exercício em locais públicos ou com muita gente, até que sua imunidade tenha melhorado;

Radioterapia: deixa a pele sensível, então, é prudente evitar piscinas com água clorada;

Cateteres e sondas: cuidado com água da piscina, mar ou lago para evitar contaminação por micro-organismos indesejados. Também evite fazer exercícios de resistência  nos grupos musculares próximo ao cateter ou sonda. Isso  pode causar o seu deslocamento!

Alteração da sensibilidade nos pés ou alterações no equilíbrio: a habilidade de fazer exercícios que utilizam as pernas pode estar reduzida. Prefira atividades como, por exemplo, bicicletas ergométricas, cujo risco de queda é menor;

Pessoas com acometimento ósseo (lesões ósseas ou osteoporose): as atividades devem ser orientadas a fim de evitar quedas ou lesões.

Sobre o Instituto Quimioterapia e Beleza

Após ser diagnosticada com câncer de mama em 2012, Flávia Flores iniciou um belíssimo trabalho com o blog Quimioterapia e Beleza onde, com pequenas ações, levou conforto, bem estar e cuidados com a beleza a milhares de mulheres na mesma situação. Com o sucesso do blog e a grande procura por dicas de como manter a beleza durante a quimioterapia, surgiu a ideia de criar um instituto.

Inaugurado em dezembro de 2015, o Instituto Quimioterapia e Beleza tem como missão fortalecer mulheres que estão enfrentando a doença, usando a beleza como uma das ferramentas de superação. Faz parte das iniciativas do Quimioterapia e Beleza apoiar as famílias das pacientes, disseminar e desmistificar informações relacionadas ao câncer, abordar prevenção, beleza, sexualidade e relacionamento familiar, além de promover o engajamento de pessoas e organizações pela mesma causa.

Fonte: Flotereschauff

Autor

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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