AIDS ainda exige atenção em relação à prevenção

Segundo médica infectologista, o uso de medicamentos antirretrovirais permite o controle da atuação do vírus da doença que não tem cura, mas que pode ser evitada por meio de cuidados simples.

A AIDS, após 40 anos de sua identificação em seres humanos, ainda é uma doença que não tem cura, por isso exige cuidados e ainda gera dúvidas sobre as formas de contaminação e de prevenção.

A médica infectologista Sílvia Fonseca, diretora regional de infectologia do Sistema Hapvida, que administra o Grupo São Francisco, afirma que é necessário fazer uma diferenciação entre a infecção do vírus HIV e do diagnóstico de AIDS.

“O HIV é o vírus que causa a AIDS. É uma infecção sexualmente transmissível que não tem cura, mas tem controle. Se as pessoas tomarem a medicação e fizerem o tratamento corretamente não progridem para fase mais complicada que é a AIDS”, explica Sílvia.

A médica infectologista, Sílvia Fonseca, alerta sobre a importância da prevenção no combate a AIDS
Foto: Divulgação

Mesmo com a possibilidade de controle por meio de medicamentos, a médica infectologista alerta sobre a necessidade de adotar hábitos de prevenção e ressalta que ainda existem muitas dúvidas sobre a transmissão da doença, que ocorre pelo contato com o sangue contaminado, por exemplo, em uma relação sexual sem camisinha; pelo uso coletivo de seringas; pela transfusão de sangue contaminado; durante a gravidez, quando a mãe contaminada pode passar para o feto ou pela amamentação; pelo contato ou acidentes com instrumentos cortantes ou perfurantes que não estejam esterilizados corretamente, entre outros.

“Não se pega com beijo no rosto, pelo contato com suor, com lágrimas, picada de inseto, aperto de mãos, abraço, uso de sabonete, de toalha, colher, de roupa de cama, uso de banheiro ou piscina e, principalmente, se fizer sexo com camisinha não pega a doença”, esclarece Silvia.

Foto: Divulgação

Importância do diagnóstico

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, no Brasil existem cerca de 900 mil pessoas com HIV, sendo que cerca de 594 mil fazem tratamento com antirretroviral. Entre 2018 e 2019 foram notificados 43,9 mil novos casos da doença no País.

Diante desse quadro, a diretora regional de infectologia ressalta a importância dos exames para detecção da doença e de um diagnóstico que permita o acompanhamento e o tratamento médico.

“O diagnóstico do HIV é feito por exame de sangue, mas existe também uma versão que detecta por meio da saliva. Já a AIDS, o diagnóstico é feito por um médico especialista que junta a informação de um exame positivo para HIV e de outras doenças. Em caso de suspeita é importante fazer o exame porque existem medicamentos que ajudam a evitar o avanço da doença. Além disso, evita a contaminação de outras pessoas, permite o tratamento e uma vida sem complicações para o infectado”, conclui Silvia.

Da Redação

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