Congelamento de óvulos e embriões cresce durante pandemia

O levantamento ainda mostrou que a idade para se tornar mãe antes dos 30 anos caiu 16,1%, entre 2008 e 2018, e aquelas que se tornaram mães, entre 30 e 39 anos, subiu 56%.

Com o relógio biológico correndo e as incertezas diante da pandemia do novo coronavírus, muitas mulheres pensaram em congelar seus óvulos. Este procedimento aumentou de 2019 para 2020, e em 2021 não deverá ser diferente. Os motivos para isso podem ser diversos, mas o principal deles tem a ver com a realização de um sonho, a maternidade, que por motivos de força maior teve que ser adiado.

Já para os casais tentantes, uma opção foi o congelamento de embriões, técnica que permite armazenar os embriões formados pelo procedimento de Fertilização in Vitro (FIV). Com isso, os casais podem escolher o momento mais apropriado para a transferência do embrião para o útero da mulher.

Ambas as situações reforçam a pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2018” do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), que aponta que a maternidade após os 40 anos é uma realidade. O estudo revela uma redução no número de filhos em 2018 com as mulheres optando por serem mães cada vez mais tarde. Com o congelamento de gametas ou embriões, a “idade biológica” da mulher fica preservada, com taxa de sucesso relacionada à idade feminina no momento do congelamento.

Foto: Divulgação

O levantamento ainda mostrou que a idade para se tornar mãe antes dos 30 anos caiu 16,1%, entre 2008 e 2018, e aquelas que se tornaram mães, entre 30 e 39 anos, subiu 56%.

Sendo assim, tanto o congelamento de embriões como o de óvulos possibilita sua utilização no futuro, ajudando na preservação da fertilidade.

Outro ponto importante é que a vacinação contra a Covid-19, em andamento, trouxe um alento para mulheres grávidas e casais tentantes, já que a imunização de gestantes e puérperas foi divulgada pelo Ministério da Saúde na semana passada.

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Vacinação para gestantes e puérperas será realizada em duas etapas

No dia 27 de abril, o Ministério da Saúde definiu a estratégia de vacinação contra a Covid-19 para mais grupos de pessoas, incluindo gestantes e puérperas com até 45 dias de pós-parto. Esta recomendação corrobora as medidas já preconizadas por grandes sociedades internacionais como a American Society for Reproductive Medicine (ASRM), o ESHRE e a RedLara.

A vacinação será dividida em duas etapas. Na primeira fase deverão ser vacinadas as gestantes e puérperas com comorbidades, independente da idade. A fase 2 levará em consideração a idade, sendo das mais velhas para a mais novas: de 54 a 50 anos, 49 a 45 anos, 44 a 40 anos, 39 a 30 anos e 29 a 18 anos. Nela, as gestantes e puérperas destas idades serão vacinadas, independentemente de condições pré-existentes.

A previsão é de que até o fim de maio sejam enviadas aos estados as doses da vacina para a administração do público da primeira fase.

Apesar da ausência de estudos sobre a segurança da vacina contra a Covid-19 na gravidez, o Ministério da Saúde orienta que a vacinação de gestantes poderá ocorrer em qualquer idade gestacional. Isto porque o risco de ter o Covid-19 é maior do que o risco da vacina, já que a mesma é fabricada com vírus inativado. A imunização poderá ser realizada com qualquer vacina de plataforma de vírus inativado, vetor viral ou mRNA, sempre respeitando os intervalos entre as doses, considerando também outras imunizações ministradas.

Da Redação

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