Higienização de mãos e superfícies são essenciais mesmo com avanço da vacinação

Ômicron, nova variante do coronavírus ainda em estudo por cientistas, preocupa médicos; hábitos de higiene devem continuar na rotina dos brasileiros.

Apesar do avanço da vacinação contra a Covid-19, ainda é necessário continuar com os hábitos de combate à doença adquiridos ao longo da pandemia.

“A higiene pessoal é, talvez, a maior ação que deve ser incentivada e comunicada, porque uma doença infectocontagiosa é transmitida a partir do momento em que a população se descuida”, afirma Rodrigo Stabeli, diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Ribeirão Preto (SP) e professor de Medicina na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Desde março de 2020, quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou a instalação da pandemia de Covid-19, hábitos de higiene tornaram-se regras básicas para conter a disseminação do vírus. Entre os cuidados está o uso de álcool 70% na limpeza de mãos e de superfícies e o uso de máscara, principalmente quando em contato com outras pessoas.

Rodrigo Stabeli, diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Ribeirão Preto
Foto: Divulgação

Com mais de 20 meses de isolamento social, a chegada da vacina permitiu um maior respiro para a sociedade, mas os cuidados devem continuar sendo seguidos. Com a descoberta da nova variante, a Ômicron, as recomendações dos especialistas é que as pessoas não promovam aglomerações e utilizem o álcool 70%.

“As medidas devem acontecer até termos certeza de que o coronavírus não é mais um vírus pandêmico”, diz Stabeli.

 

Nova onda

Para a auxiliar de enfermagem Fabiana Cacilda Gabaldo, que teve Covid-19 logo no início da pandemia e precisou ser internada, a higienização das mãos e a prevenção é necessária para conter uma possível nova onda.

“Fico com receio, pois é uma doença perigosa, muitas pessoas contraem e ficam assintomáticas. A higienização pode impedir que a pessoa se contamine ou transmita a doença para outras pessoas”, conta Fabiana Gabaldo.

Auxiliar de enfermagem, Fabiana Cacilda Gabaldo, que teve Covid-19 logo no início da pandemia
Foto: Divulgação

Um dos players que apostou em produtos específicos para a higienização de alto impacto foi a Feel Care, de Ribeirão Preto (SP). Ela desenvolveu o Álcool 70% Aerossol com hidratante. O produto tem ação bactericida, com 99,99% de eficácia, além de conter Aloe Vera em sua fórmula. Classificado como cosmético na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é dermatologicamente testado.

“Ele é extremamente prático para higienizar não só as mãos, mas as superfícies também”, ressalta a gerente de Vendas da Feel Care, Márcia Ferreira. A marca lançou uma embalagem de 250ml e outra de 60ml, própria para levar em bolsas e bolsos.

Gerente de Vendas da Feel Care, Márcia Ferreira
Foto: Divulgação

Com a informação da nova variante, a demanda pelo Álcool 70% Aerossol passou a subir novamente. Segundo Márcia Ferreira, no início da pandemia as vendas aumentaram mais de 100% em relação ao período anterior.

“Apesar de termos registrado uma baixa na procura no meio deste ano, vimos que o álcool já faz parte da rotina do brasileiro. Comparado com o período pré-pandemia, a venda continua aumentando”, explica.

Da Redação

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