Janeiro Roxo: hora de prevenção e cuidados no combate a hanseníase

A transmissão da hanseníase se dá através do contato com gotículas de saliva ou secreções nasais do paciente, sendo que a incubação pode variar de seis meses a cinco anos.

O Janeiro Roxo é o mês dedicado a informações e prevenção quanto a Hanseníase, que é uma doença infecciosa causa pela bactéria mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, e que foi identificada em 1873, assim tratam-se de uma das doenças mais antigas do mundo. Inicialmente foi conhecida como lepra (que era uma doença que sentenciava o paciente a morte), mas com os estudos e aprimoramento das técnicas tornou-se totalmente tratável.

“Queremos combater a doença com eficácia, e por isso os profissionais de Saúde estão preparados para identificar e realizar o tratamento das pessoas que tem hanseníase no município de Cravinhos, uma doença que quando o tratamento é feito de forma adequada pelo paciente se torna completamente curável”, explica o médico Dr. Jacques Bartolomeo.

O médico, Dr. Jacques Bartolomeo, relata sobre o tratamento da hanseníase e como é identificada a doença
Foto: Divulgação

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, o Brasil apresentou 26.875 casos, ocupando o segundo lugar mundial no número de doentes. A Índia ocupa a primeira posição com 126.164 casos. Na última década, foram registrados cerca de 30 mil novos casos por ano no Brasil.

A transmissão da hanseníase se dá através do contato com gotículas de saliva ou secreções nasais do paciente, sendo que a incubação pode variar de seis meses a cinco anos, se manifestando de acordo coma genética de cada pessoa.

“A primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas dormentes, em qualquer parte do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas da doença. Caso não se faça o tratamento com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho das existentes aumentam e os nervos ficam comprometidos, podendo causar deformações em regiões como nariz e dedos”, avalia o médico.

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O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação clínica, aplicação de testes de sensibilidade, força motora e avaliação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais como biópsia podem ser necessários.

“No Brasil, o tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e varia de seis meses a um ano. É um tratamento eficaz, quando feito corretamente, e após a primeira dose da medicação o paciente não transmite a doença durante o tratamento. Podendo conviver em sociedade normalmente”, afirma Dr. Jacques.

Para prevenir a Hanseníase é preciso manter hábitos saudáveis, alimentação adequada, evitar o álcool e praticar atividade física associada a uma boa higiene. Aquelas pessoas que são vacinadas com a vacina BCG (aplicada em bebês na maternidade) dificilmente apresentam formas graves da doença.

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Em Cravinhos a população pode procurar os diversos equipamentos de Saúde (Unidades Básicas de Saúde, Vigilância Epidemiológica, Ambulatórios, hospital e pronto-atendimento) caso tenham alguma sinal de Hanseníase. Todos os profissionais médicos e enfermeiras estarão preparados para atender, fazer as avaliações e iniciar o tratamento.

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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