UFSCar realiza a produção de 6 mil protetores faciais por semana

Parcerias, trabalho e esperança resultam em produção feita em escala industrial, que posteriormente serão entregues aos profissionais de saúde.

Novo procedimento adotado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) potencializa produção de face shields. A partir de agora, a produção será em escala industrial: cerca de 6 mil novas máscaras por semana. O novo processo é feito pelo método chamado “injeção”: em um molde, coloca-se um polímero (um tipo de “plástico” fundido) que, em pouco tempo, torna-se rígido e dá origem ao suporte das máscaras faciais. Estas são utilizadas, principalmente, por profissionais da saúde. E a produção pode aumentar em função da ampliação das doações.

Foto: Divulgação

“A motivação para mudar o processo de impressão 3D para moldagem por injeção está respaldada por dois motivos: a produtividade e o acabamento superficial das peças. Antes, com 10 impressoras, conseguíamos imprimir 100 suportes (tiaras) para as face shields por dia. Com o processo feito em uma máquina injetora média, as mesmas 100 peças podem ser feitas em menos de 1 hora. Além disso, as peças injetadas não devem apresentar rugosidade superficial, como as impressas. Isso contribui para a higienização do produto”, explica a professora Lidiane Cristina Costa, docente do Departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar.

Parcerias internas

Os projetos reúnem parceiros de diversos Departamentos e áreas da UFSCar.

“Unir esforços foi essencial. Já produzimos e entregamos mais de 1.000 máscaras desde o início da pandemia. Nosso objetivo é, cada vez mais, transformar conhecimento e trabalho em saúde e esperança”, afirma o professor Rafael Vidal Aroca, coordenador do Projeto para Produção de EPIs no contexto do Combate à Pandemia da COVID-19.

Em outra frente de atuação, professores do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) da UFSCar aplicaram seus conhecimentos para produzir, conferindo segurança ao usuário e qualidade, protetores faciais pelo processo de injeção.

“Trabalhamos junto a empresas, a outras instituições de Ensino (EESC-USP, UNESP, UFTM e IFSP) e com diversas pessoas da UFSCar. O resultado desta rede é que 2 moldes foram produzidos em menos de 4 dias – tempo recorde”, conta o professor Daniel Braatz, coordenador do projeto de extensão que estabelece a rede e também do Núcleo de Projeto e Prototipagem em Sistemas de Produção (NPro) da UFSCar.

Foto: Divulgação

Parcerias externas

O novo procedimento conta com o apoio de diversas empresas, assim possibilitando a produção em escala maior.

“Entramos em contato com algumas empresas que atuam na elaboração de moldes para fazermos as máscaras protetoras. Acabamos conseguindo de todos os acessórios necessários e peças para a produção de máscaras”, acrescenta Leonildo Bernardo Pivotto, do Departamento de Engenharia Mecânica (DEMec) da UFSCar.

A ajuda das empresas foi essencial para o resultado que vem sendo alcançado.

“Recebemos doações de matéria-prima e atuamos em parceria com algumas empresas para elevar a produção da UFSCar de face shields. Em nome da Universidade, agradecemos a todas as empresas que nos apoiam. Estas parcerias impactam toda a sociedade na luta contra a COVID-19”, agradece Marcos Tan Endo, Engenheiro da UFSCar.

Doações

Para manter a produção em escala industrial é necessário que haja doação de matéria-prima. Assim será possível continuar a fornecer máscaras para unidades de saúde de diversas cidades do Estado de São Paulo (SP). As doações podem ser feitas pelo e-mail aroca@ufscar (endereçadas ao Professor Rafael Aroca). Também podem ser feitas pelo site da FAI.UFSCar em “Seja um patrocinador de projetos voltados ao combate da COVID-19” ou pelo e-mail doecovid@ufscar.br (endereçadas ao Professor Daniel Braatz).

Da Redação

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