Madame Clicquot, Susana Balbo e Mônica Rossetti

Hoje, no dia da mulher, vamos falar de três nomes importantes: Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, mais conhecida como Veuve Clicquot, Susana Baldo e Mônica Rossetti

Veuve Clicquot

madame clicquot

Madame Clicquot ficou viúva aos 27 anos e com os negócios do marido, que na época englobavam serviços bancários, comercialização de lã, além da produção de champagne. Ao assumir, focou todos os esforços na produção da bebida que hoje é mundialmente reconhecida pelo rótulo laranja.

Com a ajuda de seu mestre de adega, Antoine de Müller, Clicquot inventou o riddling rack, uma mesa de remuage (inclinação gradual das garrafas até a vertical), que permitia o dégorgement (degolação, eliminação) de restos de levedura e sedimentos do vinho num processo de purificação da bebida, deixando os champagnes mais claro.

Susana Balbo

Susana Balbo

A primeira enóloga da Argentina, se formou em 1981, na Universidade de Mendoza, mas foi somente em 1999 que começou a transformar uma plantação de batata e alface numa vinícola. Nesse meio tempo, casou, teve dois filhos, separou, casou novamente e prestou consultoria e produziu vinhos em diversas regiões do planeta, como França, Itália, Espanha, Califórnia, Chile, Austrália e África do Sul.

Quando estava para completar 40 anos de idade, ela deu início a sua própria vinícola, com 19 hectares de vinhedos, onde estão presentes variedades de malbec, cabernet sauvignon, merlot, pinot noir, sauvignon blanc, torrontés e chardonnay.

Com uma produção anual de mais de 2 milhões de litros, exporta para mais de 65 países, é sinônimo de qualidade e ajudou a tornar os vinhos argentinos conhecidos mundialmente, principalmente a uva Torrontés. A linha Crios traz no rótulo as mãos da enóloga e de seus dois filhos, Ana e José.

Mônica Rossetti

Mônica Rossetti

Uma enóloga brasileira que trabalhou muitos anos na Lídio Carraro, uma vinícola boutique gaúcha responsável pelos vinhos da Copa e das Olimpíadas. Sempre em busca de mais conhecimento e técnicas para produzir vinhos, durante mais de uma década fez estágio em diversos produtores na Itália. Era praticamente uma ponte aérea na qual conseguia participar de duas colheitas por ano, entre janeiro e março no sul e, a partir de setembro ia para o hemisfério norte.

Desde o ano passado mudou-se para a Itália, vai morar e casar com um italiano. O principal projeto de consultoria por lá foi para o grupo Lunelli, que produz as espumantes Ferrari. É claro que não foi fácil. Começou aos 17 anos, já na graduação foi trabalhar na Chandon em Garibaldi (RS). Depois de muito estudo, viagens, cursos e palestras, ainda hoje é recebida com desconfiança em alguns lugares, por ser mulher e jovem, 35 anos. A impressão muda quando ela começa a falar sobre o assunto, então todos ficam impressionados.

Emir Freiberger

Formado em comunicação social com habilitação em jornalismo. Pós graduado em artes visuais, trabalha entre o mundo das artes e programação de sites e programas web.

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