Dança do ventre ‘quebra tabus’ e proporciona benefícios à saúde

Dança milenar deixa de lado o erotismo, para fazer com que a feminilidade das mulheres sejam despertadas e proporcione diversos benefícios à saúde

A Dança do Ventre é uma dança de origem oriental, cujo surgimento exato em termos de localização histórica e geográfica é bem polêmico. Entretanto a versão mais aceita é que essa dança surgiu no Antigo Egito, em rituais, cultos religiosos, onde as mulheres dançavam em reverência a deusas.

Grupo de Dança do Ventre do Studio Denise Senhorini tem se destacado
Grupo de Dança do Ventre do Studio Denise Senhorini tem se destacado

Com movimentos ondulatórios e batidos de quadril, as mulheres reverenciavam a fertilidade e celebravam a vida. Ou seja, tratava-se de uma dança ritualística, em caráter religioso, sem apresentações em público. Mas aos poucos ela foi se espalhando pelo mundo, sendo que no Brasil surgiu com mais força no ano de 2000, quando a Rede Globo de Televisão apresentou a novela “O Clone”. E aos poucos foi se popularizando por todas as regiões, inclusive no interior de São Paulo.

Na cidade de Cravinhos (SP) existe um grupo de 14 pessoas, com idade entre 13 e 60 anos, que há um ano e meio se dedicam ao aprendizado da dança, através de uma parceria entre o Studio de Dança Denise Senhorini e o Estúdio de Dança Alini Jndia (esse da cidade de Ribeirão Preto).

Ensaio reúne 14 integrantes de 13 a 60 anos
Ensaio reúne 14 integrantes de 13 a 60 anos

“A tendência da novela foi ensinar todas as mulheres a dançar. Mas foi quando entrei no Estúdio de Dança da Alini Jndia que comecei a me aperfeiçoar, fazer os cursos profissionalizantes e participar dos workshops que lá são oferecidos. Faz três anos que sou formada em Dança do Ventre, entretanto sempre digo que é um aprendizado contínuo e que não tem fim”, diz a professora de Dança do Ventre, Fernanda Garbin, que também ensina a arte milenar em Cravinhos e Ribeirão Preto.

Ainda segundo Garbin, ela conheceu a dança durante a novela, mas se encantou e apaixonou quando, em meados de 2013, viu de perto uma bailarina realizando a dança do ventre.

Muitos se enganam e confundem com a dança do ventre, pois, acham que é algo erótico e que quer despertar toda uma sexualidade da mulher, mas o objetivo da prática desse segmento é ressaltar a feminilidade da mulher, que muitas vezes fica esquecida devido a correria do dia-a-dia.

“Quando se fala em Dança do Ventre muitos levam para o lado erótico, e não é isso, esse segmento busca a feminilidade da mulher, que muitas vezes está esquecido. É uma dança milenar, que ensina a maneira certa de respirar, de conhecer o seu corpo, e antigamente as mulheres dançavam para festejar, seja um casamento, um nascimento ou qualquer outro tipo de celebração”, explica a professora Fernanda Garbin.

E mesmo nos ensaios todas as participantes fazem questão de irem maquiadas e produzidas, como se realmente fossem se apresentar para um grande público, porque isso também valoriza e eleva a autoestima de todas que ali estão.

“Para fazer a dança do ventre é preciso gostar e se apaixonar, e não somente fazer por fazer. As meninas vão maquiadas e produzidas para as aulas, e em alguns momentos até a roupa tradicional da Dança do Ventre é utilizada por todas, porque isso demonstra que estamos nos entregando realmente para o aprendizado”, revela a professora.

A professora Fernanda Garbin e a dançarina Denise Senhorini
A professora Fernanda Garbin e a dançarina Denise Senhorini

E quem for participar de uma aula de dança do ventre no Studio Denise Senhorini com a professora Fernanda Garbin, perceberá que em pouco tempo poderá notar alguns benefícios proporcionados pela prática, entre eles: correção da postura, modela o corpo, eleva os seios, diminui a barriga, arredonda o quadril e glúteos, tonifica os músculos da coxa e da panturrilha; proporciona flexibilidade; aumenta a capacidade respiratória; melhora o funcionamento do aparelho digestivo e dos rins; auxilia no bem estar e ajuda a desenvolver a autoestima.

Apresentações para o público

E o grupo de dança do ventre de Cravinhos fez esse ano duas apresentações para grandes públicos. Primeiramente em dois dias durante a Festa das Nações de Cravinhos, ocorrida em Maio. E uma ainda maior, no mês de Julho, durante o espetáculo “Essência Feminina! A Alma Traduzida em movimento”, que aconteceu no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, e teve a organização do Estúdio de Dança Alini Jndia.

“É um sonho de toda bailarina querer dançar com músicos realmente árabes, e foi isso que nos proporcionaram no Theatro Pedro II. Foram as participantes dos dois estúdios reunidas em uma apresentação que realmente ficará marcada”, avalia a professora Fernanda Garbin.

Atualmente a dança do ventre está bem popularizada, inclusive com diversos Estúdios realizando aulas para mulheres, e também homens que podem praticar a dança feminina, inclusive vestido a caráter, ou a dança do ventre masculina que no contexto são danças folclóricas de diferentes partes árabes.

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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