Câncer de mama no homem

Apenas 1% dos homens tem câncer de mama, e como são casos raros até mesmo médicos não conseguem identificar se não houver a experiência como a de um mastologista

Uma reportagem no blog do jornalista Paulo Sampaio, dia 1/12, no Uol, aborda o caso de um vidraceiro que teve câncer de mama. “Entre o final de 2016 e o meio de 2017, os médicos do plano de saúde que atenderam o vidraceiro Anderson Pereira da Silva, 41 anos, diziam que o que ele tinha era uma ‘possível íngua’ e o mandavam para casa com uma receita de amoxicilina (antibiótico). Mesmo quando o nódulo no peito direito de Anderson estava ‘praticamente do tamanho de um limão’, e ele sentia dores que o impossibilitavam de mexer o braço, os doutores insistiam no diagnóstico”.

Apenas 1% dos homens tem câncer de mama, e como são casos raros até mesmo médicos não conseguem identificar se não houver a experiência como a de um mastologista, especialidade que trata exclusivamente as mamas. A mastologia é uma especialidade médica jovem que estuda a glândula mamária como um todo. Representa uma área de intersecção entre a radiologia, ginecologia, oncologia e cirurgia plástica. Sendo assim, é este profissional o mais apto a detectar, sugerir exames para que, caso haja a doença, esta possa ser tratada precocemente com probabilidade alta de cura.

Foto: Divulgação

Os homens também podem ter uma doença chamada ginecomastia, uma alteração que leva à hipertrofia (aumento) das mamas. Ela está relacionada a duas principais causas: crescimento do tecido mamário ou quando há excesso de gordura acumulada sob os mamilos. Esta doença, embora seja mais comum depois dos 70 anos, pode atingir homens de qualquer idade. Pode ser desenvolvida por motivos como cirrose hepática, inanição, insuficiência renal, drogas, entre outros. O aumento da mama também pode estar associado a tumores malignos.

A mama é uma região de glândulas e no caso de mulheres de mamas grandes, também o alerta deve ser feito. Quanto mais glândulas mamárias mais possibilidade de desenvolvimento de câncer. E há também outros problemas que surgem com a mamas grandes: mulheres que convivem com assaduras frequentes embaixo das mamas junto à parte superior do abdômen porque o suor e o contato da mama na região propiciam o aparecimento de fungos ou micoses, causando coceira, alteração da coloração da pele no local e muito desconforto, além das alças dos sutiãs que também ferem seus ombros e os deixam marcados com sulcos.

Gustavo Zucca

Mastologista, pós-doutorado pela Unesp, especialista em oncoplastia e cirurgia reconstrutora da mama pelo Instituto Europeu de Oncologia – Milão.

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