Integrantes do CRI participam de curso sobre ‘Neurociência, bem-estar e envelhecimento’

A neurociência do envelhecimento estuda como o cérebro muda ao longo do tempo e como pode ajudar as pessoas.

Nos dias 08, 09 e 10 de abril e 28 e 29 de maio, a doutora Eliane Comoli, do Departamento de Fisiologia da USP (Universidade de São Paulo) esteve no Centro de Referência do Idoso (CRI) ministrando o curso de “Neurociência, bem-estar e envelhecimento” para 34 idosos integrantes da instituição.

“Envelhecer bem não se trata apenas de evitar doenças, mas preservar a funcionalidade, a autonomia, os vínculos sociais, as relações de afeto, o prazer e a qualidade de vida. Sabemos que a Educação é uma ferramenta poderosa de inclusão social e que a convivência e a socialização são promotoras da saúde mental. Por isso, pensar em ambientes e atividades sociais interativos e inclusivos pode contribuir positivamente na vida da pessoa idosa”, declara a Dra. Eliane Comoli.

A neurociência do envelhecimento estuda como o cérebro muda ao longo do tempo e como ela pode ajudar as pessoas a encontrarem melhores maneiras de lidarem com as mudanças ao longo deste processo.

Foto: Andreza Cordeiro

“O principal objetivo das atividades que foram desenvolvidas ao longo do curso no Centro de Referência do Idoso de Cravinhos foi levar o aprimoramento para pessoas idosas por meio da aquisição de novos conhecimentos (Neurociência) aplicáveis ao seu cotidiano, bem como promover tanto a convivência social de modo inclusivo como o sentimento de pertencimento”, afirma a doutora. 

Foram promovidas atividades interativas a fim de despertar a curiosidade, o interesse e a atenção para o funcionamento do cérebro com o uso de material didático elaborado no  laboratório na FMRP-USP, com uma linguagem simples, descontraída e contextualizada no cotidiano da pessoa idosa, incluindo temas como: Aromas, Olfato e Paladar; Memória e Aprendizado; Ritmos Biológicos e Sono; Acidente Vascular Cerebral; Sensibilidade da Pele; Música e Emoções; Dor e Envelhecimento; Flexibilidade e Equilíbrio, dentre outros.

Foto: Andreza Cordeiro

O curso “Neurociência, bem-estar e envelhecimento” propôs iniciativas para melhorar a capacidade de aprender e de usar o conhecimento como uma ferramenta de desenvolvimento individual e de engajamento da pessoa idosa para melhores condições de vida, satisfação, sucesso pessoal e fortalecimento do sentimento de pertencimento. Ao se sentir pertencente a um grupo, a pessoa idosa consegue lidar melhor com os desafios do envelhecimento, o que reflete positivamente em sua saúde mental, emocional e física.

“A atenção e o engajamento dos participantes durante as atividades, o interesse demonstrado e os seus relatos foram surpreendentes e muito gratificantes, o que nos leva a crer que a nossa proposta não apenas ajudará a diminuir os impactos negativos do envelhecimento, como abrirá portas para uma velhice mais plena e enriquecedora marcada por um cérebro mais ativo e engajado, assim como contribuirá para o bem-estar e melhora da qualidade de vida, além de fortalecer o sentimento de pertencimento, tão importante para o envelhecimento saudável”, conclui Eliana, após entregar os certificados aos participantes. 

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O secretário municipal de Assistência Social, Márcio Barroso, agradeceu a presença da doutora Eliana Comoli, elogiou a iniciativa e garantiu que cursos com essas propostas são bem-vindos e incentivados pela Secretaria que preza pelo bem-estar dos integrantes do CRI.

Da Redação

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