Confira o que acontece no agronegócio

O que acontece durante a semana no agronegócio você acompanha aqui na Intertv Web.

O colunista Gustavo Batista traz toda semana na coluna “Agro Minuto”, o que ocorre no mundo do agronegócio. Acompanhem!

PREÇO LIMÃO

A oferta de lima ácida tahiti está diminuindo nos pomares paulistas, o que levou os valores da fruta a reagirem com força nesta semana. Segundo dados do Cepea na segunda quinzena de novembro, a média da variedade foi de R$ 34,72/cx de 27 kg, colhida, expressivos 94,3% superior a semana anterior. O retorno das chuvas, o desenvolvimento das frutas se acelerou e um volume grande foi colhido de uma vez naquele mês. O movimento de alta também é reforçado pelas exportações aquecidas.

 

PREÇO CAFÉ

Depois de atingir recorde no início de novembro (R$ 1.286,73/sc de 60 kg no dia 1º), o Indicador CEPEA do café arábica tipo 6, passou a registrar quedas. A baixa esteve atrelada à desvalorização dos contratos futuros da variedade e à depreciação do dólar frente ao Real. Com isso, grande parte dos vendedores brasileiros esteve retraída do mercado spot, limitando o fechamento de novos negócios e produtores estavam mais cautelosos na comercialização, atentos às perspectivas de uma safra menor em 2022/23. Na sexta-feira, a saca do grão voltou a subir e fechou em R$1.307 – novo recorde.

A oferta de lima ácida tahiti está diminuindo nos pomares paulistas, o que levou os valores da fruta a reagirem com força
Foto: Farm News

ARROBA BOVINA

Depois de recuarem com força em setembro e em outubro, os preços do boi gordo reagiram no começo de novembro. Na parcial do mês, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 avançou 13,26% até o dia 10, voltando a fechar acima de R$ 300 na sexta-feira. A sustentação vem sobretudo da retração de pecuaristas, que, diante das recentes fortes desvalorizações da arroba, se afastaram do mercado.

 

EXPORTAÇÕES CARNE SUINA

Depois de terem atingido recorde em setembro, as exportações brasileiras de carne suína recuaram em outubro. Pesquisadores do Cepea indicam que, mesmo com a demanda externa aquecida, a crise logística mundial provocada pela escassez de contêineres tem atrasado e limitado os envios brasileiros ao exterior. De acordo com dados da secretaria federal de comércio exterior, em outubro o Brasil embarcou 97,6 mil toneladas de carne suína, volume 11,9% menor que o de setembro, mas ainda 11,5% acima do de outubro de 2020. De janeiro a outubro deste ano, 955,3 mil toneladas de carne suína foram exportadas pelo Brasil, volume 13,3% maior.

Depois de terem atingido recorde em setembro, as exportações brasileiras de carne suína recuaram em outubro
Foto: Food Conection

EXPORTAÇÕES CARNE DE FRANGO

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 397,1 mil toneladas em outubro, número que supera em 24,2% o desempenho registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 319,7 mil toneladas. Em receita, as vendas de carne de frango para o mercado internacional alcançaram saldo de US$ 715,2 milhões, desempenho 60,1% superior ao alcançado em outubro de 2020, com US$ 446,8 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a outubro), as exportações de carne de frango alcançaram 3,864 milhões de toneladas, volume 10,45% maior que as 3,498 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Em receita, as exportações de carne de frango somaram US$ 6,339 bilhões, saldo 25,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 5,066 bilhões.

Os principais destinos são: China, Japão, Emirados Árabes Unidos, África do Sul e União Europeia.

 

EXPORTAÇÕES OVOS

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de ovos (considerando in natura e processados) totalizaram 819 toneladas em outubro, volume 150% superior ao registrado no mesmo período de 2020, quando foram embarcadas 328 toneladas. O resultado das vendas do décimo mês deste ano gerou receita de US$ 1,363 milhão, resultado 102,3% maior que os US$ 674 mil obtidos no mesmo período do ano passado.

No acumulado entre janeiro e outubro de 2021, as exportações de ovos somam 8,148 mil toneladas, volume 138,9% superior às 3,411 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. Com isso, a receita acumulada pelas exportações de ovos deste ano alcançou US$ 12,903 milhões, número 110,7% maior que os US$ 6,123 milhões registrados nos 10 primeiros meses de 2020.

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de ovos (considerando in natura e processados) totalizaram 819 toneladas
Foto: Avicultura Industrial

SAFRA CANA

Moagem

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançou 17,02 milhões de toneladas na 2ª metade de outubro, registrando queda de 36,79% sobre o valor apurado na mesma quinzena da safra 2020/2021 – 26,93 milhões de toneladas. No estado de São Paulo a moagem quinzenal atingiu 8,20 milhões de toneladas (-49,67%) e nos demais estados do Centro-Sul a quantidade processada na quinzena alcançou 8,82 milhões de toneladas (-17,07%)

Durante a safra, a quantidade de cana-de-açúcar processada pelas usinas atingiu 504,41 milhões de toneladas, ante 565,79 milhões de toneladas na mesma data do último ciclo agrícola. Queda de 10%. O número de unidades operando até 1º de novembro foi de 134 empresas. Até o momento, 128 empresas já finalizaram a moagem no ciclo 2021/2022, sendo 57 empresas com encerramento na última quinzena. Nos primeiros 15 dias de novembro, 87 novas empresas devem finalizar a safra.

 

Produtividade agrícola e qualidade da matéria-prima

Dados preliminares apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para a primeira quinzena do mês de outubro, considerando uma amostra comum de 62 unidades, registraram produtividade de 55,4 toneladas por hectare colhido no mês de outubro ante 62,4 toneladas observadas no mesmo período na safra 2020/2021 – queda de 11,2%.

 

Produção de açúcar

O menor número de unidades produtoras em atividade na segunda quinzena de outubro, somada a menor disponibilidade de matéria-prima, promoveu queda generalizada na produção. A fabricação de açúcar retraiu 50,55% nos últimos quinze dias do mês e atingiu 858,2 mil toneladas, ante 1,74 milhões de toneladas verificadas em igual período do ano anterior. No acumulado desde o início da safra 2021/2022 até 1º de novembro, a produção de açúcar alcançou 31,22 milhões de toneladas, contra 36,41 milhões de toneladas verificadas em igual período do ciclo 2020/2021 (-14,27%).

Produção de etanol

A produção quinzenal de hidratado, por sua vez, alcançou 527,4 milhões de litros, registrando queda de 39,71%. A fabricação acumulada de etanol alcançou 25,09 bilhões de litros, sendo 10,01 bilhões de litros de etanol anidro (+17,05%) e 15,08 bilhões de litros de etanol hidratado (-18,92%). Do total fabricado, 1,94 bilhão de litros do biocombustível foram produzidos a partir do milho.

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançou 17,02 milhões de toneladas
Foto: BrasilAgro

GREENING NA CITRICULTURA

Levantamento realizado pelo Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura – mostra que enquanto a média de incidência de greening no parque citrícola é 22,37%, em Limeira a doença já afeta 61,75% das plantas; em Brotas, 50,40%; e em Porto Ferreira, 37,84%. Nas regiões de Avaré e Duartina, ao sudoeste do estado, as incidências também são consideradas altas, 29,41% e 26,15%, respectivamente. Essas cinco regiões reúnem 51% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais e é a principal área produtora de laranja e suco de laranja do mundo.

A doença preocupa porque traz perda de plantas, queda e piora na qualidade dos frutos e contaminação de pomares jovens, além de redução da produção devido à queda prematura de frutos e a piora da qualidade.

A região de Matão, no centro do estado, é onde o greening foi identificado pela primeira vez no Brasil, em 2004. Apesar de já ter apresentado altos índices, a doença está em queda nos últimos anos (9,77%).

 

ANIVERSÁRIO

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo completou no dia 11 de novembro, 130 anos. A data remete à chamada Lei n° 15, publicada na referida data em 1891, na qual o Governo do Estado orçou a receita e despesas de quatro secretarias de Estado para o ano seguinte. Entre elas, a Secretaria de Agricultura, Commercio e Obras Públicas, organizada pelo Decreto n° 28, de 1º de março de 1892 e regulamentada pelo Decreto n° 58, de 2 de maio de 1892.

A criação da Secretaria fez parte da estratégia do governo estadual para implementar uma política econômica nas primeiras décadas da República.

Antes da criação da Secretaria, havia sido instituído pelo então Governo Imperial, a Estação Agronômica de Campinas, sob direção do cientista austríaco Franz Wilhelm Dafert, em 1887. Em 1892, a Estação foi transferida para o Governo Estadual, posteriormente se tornando o Instituto Agronômico (IAC).

Levantamento realizado pelo Fundecitrus mostra que enquanto a média de incidência de greening no parque citrícola é 22,37%, em Limeira a doença já afeta 61,75% das plantas
Foto: A Lavoura

ENERGIA SOLAR

Levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil acaba de ultrapassar a marca de 800 mil unidades consumidoras com geração própria de energia a partir da fonte solar. A modalidade representa mais de 7,2 gigawatts de potência instalada operacional, equivalente a mais da metade da potência da usina de Itaipu, sendo responsável pela atração de mais de R$ 36,7 bilhões em novos investimentos ao País, agregando mais de 217 mil empregos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões nacionais.

Dos mais de 88 milhões de consumidores de eletricidade do País, apenas 0,9% já faz uso do sol para produzir energia limpa, renovável e competitiva.Os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 75,8% do total. Em seguida, aparecem consumidores dos setores de comércio e serviços (14,4%), produtores rurais (7,3%) e indústrias (2,1%). Entre os cinco municípios líderes estão Cuiabá (MT), Brasília (DF), Uberlândia (MG), Teresina (PI) e Rio de Janeiro (RJ).

O Brasil acaba de ultrapassar a marca de 800 mil unidades consumidoras com geração própria de energia a partir da fonte solar
Foto: Divulgação

QUALIDADE CAFÉ

O sindicato da indústria de Café do Estado de São Paulo emitiu nota nesta semana para esclarecer sobre boatos sobre a falta de qualidade do grão brasileiro. Segue na íntegra abaixo!

 “O Sindicafe esclarece ao consumidor de café do Brasil, que algumas informações inverídicas e de má fé, afirmam que o café ofertado no nosso País, não teria qualquer controle com relação à qualidade e pureza, o que estaria obrigando o Ministério da Agricultura – MAPA, a editar uma portaria (364), que está em fase de consulta pública, visando combater a fraude e verificar a qualidade do produto.

Ocorre que a Associação Brasileira da Indústria de Café controla sim o café industrializado no Brasil, através do Programa Permanente de Controle da Pureza do Café (PPCPC), lançado em 1989, antes mesmo do Código de Defesa do consumidor. Esse programa, totalmente custeado pelas indústrias, sem qualquer verba pública, coleta e analisa mais de 5.000 amostras adquiridas nos pontos de vendas, por auditorias independentes e enviadas para avaliação em laboratórios certificados e também independentes. Esse pioneiro programa é uma referência mundial, sendo reconhecido pela Organização Internacional do Café – OIC.

A ABIC ainda criou, em 2004, o Programa de Qualidade do Café – PQC, que certifica a qualidade do produto final por meio de uma metodologia de análise sensorial, e classifica e diferencia os cafés em 4 categorias: Gourmet, Superior, Tradicional e Extraforte. Além de certificar o produto, a empresa é auditada quanto às boas práticas de fabricação de todo o processo de industrialização, para garantir consistência.

Assim esclarecemos que no Brasil, o consumidor pode ter a certeza que degusta um produto auditado e analisado. As empresas que não seguem o padrão estabelecido são denunciadas ao Ministério Público, aos PROCONS e também ao comércio varejista.”

“O consumidor pode ter a certeza que degusta um produto auditado e analisado”
Foto: Divulgação

Gustavo Batista

Gustavo Batista é jornalista há 20 anos com pós-graduação em gestão de comunicação. Tem experiência em rádio, tv, assessoria de imprensa e meios digitais. Já atuou em canais de tv como TV Clube, TV Record e TV Thathi. Atua há 10 anos no setor de Agronegócio.

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