Nova plataforma cultural Arô surge em SP para conectar e fortalecer mulheres na economia criativa
Projeto aposta em encontros presenciais, música, conteúdo audiovisual, podcast e festival para ampliar a visibilidade do trabalho feminino e fortalecer redes de colaboração.
A cidade de São Paulo ganha uma nova plataforma cultural dedicada a fortalecer a presença feminina na economia criativa. O Arô nasce com a missão de conectar mulheres que movimentam a música, a gastronomia, o empreendedorismo, a arte, os eventos e a cultura urbana, criando oportunidades de visibilidade, colaboração e fortalecimento de comunidades.
A proposta parte de uma premissa simples: hoje, a cultura acontece muito além dos palcos. Ela está nos bares, nas ruas, nas conversas, nos pequenos negócios e nos encontros que transformam territórios. Em um cenário marcado por grandes festivais e eventos de massa, o Arô aposta em outro caminho: menos multidão e mais conexão.
O lançamento acontece em um momento de crescimento do protagonismo feminino no empreendedorismo brasileiro e de ampliação da presença das mulheres na economia criativa, embora a desigualdade de oportunidades ainda seja uma realidade. Dados do Sebrae mostram que o empreendedorismo feminino cresceu 27% na última década, alcançando em 2025 o maior patamar da série histórica. Apenas no ano passado, mais de dois milhões de pequenos negócios liderados por mulheres foram abertos no país, o equivalente a cerca de 42% de todos os novos empreendimentos registrados.
Na indústria da música, entretanto, a representatividade feminina ainda enfrenta desafios. O relatório “Mulheres na Música 2026”, do Ecad, aponta que, apesar do avanço da participação das mulheres na cadeia produtiva do setor, elas seguem distantes de ocupar metade dos espaços de maior visibilidade e das posições estratégicas do mercado musical.

Foto: Divulgação/Arô
A música é a linguagem que une a plataforma, mas não define seus limites. Ela funciona como ponto de partida para aproximar mulheres que constroem a cidade em diferentes áreas, promovendo experiências capazes de gerar impacto tanto para artistas quanto para empreendedoras.
“O Arô nasce para criar conexões reais entre mulheres que fazem a cidade acontecer todos os dias. Queremos ampliar visibilidade, fortalecer redes e mostrar que a cultura também se constrói nos encontros, nos pequenos negócios e nas comunidades”, destaca Drielly Bispo, idealizadora da plataforma.
Para transformar esse propósito em ações concretas, o Arô foi estruturado em quatro frentes que dialogam entre si e formam um ecossistema de valorização do protagonismo feminino.
O Arô Feat é responsável pelos encontros presenciais da plataforma. Mensalmente, uma DJ mulher ocupa um bar, restaurante ou espaço comandado por uma empreendedora. Mais do que uma apresentação musical, cada edição cria uma rede de divulgação mútua, fortalece negócios liderados por mulheres e amplia os espaços de atuação de artistas da cena independente.

Foto: Divulgação/Arô
Complementando essa iniciativa, o Arô Records registra e documenta mulheres que movimentam a música, transformando seus sets em um acervo audiovisual que amplia sua visibilidade e fortalece suas trajetórias. Entre agosto e dezembro de 2026, serão produzidos seis sets exclusivos de DJs mulheres, com duração entre 40 e 50 minutos, gravados em formato audiovisual profissional e disponibilizados no YouTube e nas redes sociais da plataforma. O conteúdo passa a integrar o portfólio das artistas e amplia seu alcance junto a novos públicos.
A plataforma também dará voz às histórias por trás desses espaços por meio do Arô Talks. Apresentado pela chef acreana Amanda Vasconcelos, que comanda dois restaurantes em São Paulo, o podcast receberá mulheres de diversas profissões para conversar sobre suas vidas, seus trabalhos, os desafios, aprendizados e conquistas, revelando o perfil de quem transforma a cidade por meio de sua atuação em variados setores. As conversas estarão disponíveis no Spotify e Youtube do Arô.

Foto: Divulgação/Arô
O ciclo se completa com o Arô Fest, festival que representa o ápice do ecossistema criado ao longo do ano. Com line-up formado exclusivamente por mulheres, o evento reúne artistas, empreendedoras e comunidades conectadas pela plataforma em uma celebração da produção cultural feminina. Além de abrir espaço para novos talentos, o evento também reunirá nomes consolidados da música brasileira, reforçando seu compromisso com a diversidade, a representatividade e a valorização das mulheres na cena cultural.
Ao integrar encontros presenciais, produção de conteúdo, registro audiovisual e experiências culturais, o Arô propõe um novo modelo de plataforma colaborativa.
“Mais do que promover eventos, o projeto busca construir uma comunidade permanente, capaz de impulsionar carreiras, fortalecer negócios e ampliar a presença feminina nos espaços de criação, circulação e produção cultural”, afirma Drielly.

