Clube Atlético de Cravinhos celebra seus 115 anos

Sem poder realizar evento com presença de público, o CAC recebe homenagem através de documentário que foi lançado nessa segunda-feira (12/07).

O Clube Atlético de Cravinhos, a segunda mais antiga entidade esportiva do estado de São Paulo, foi fundada no dia 12 de julho de 1906, por isso completando seus 115 anos de fundação nessa segunda-feira.

O primeiro jogo oficialmente do CAC é datado do dia 14 de outubro de 1916, vencendo o time União Futebol Clube de Ribeirão Preto por 4 gols a zero. No dia 2 de setembro de 1927, o Atlético organizou oficialmente o seu time oficial, com os 22 jogadores, que era formado por: Belém, Azevedo e Souza; Didinho, Jerônimo e Leão; Tibério, Zico, Aníbal, Júlio e Salvador; Regini, Orácio e Alberto; Rúbio, Aristides e Presciliano; Antonio, Fanfato, Olinto, Euclides e Pedro.

A primeira diretoria do CAC foi constituída por Antônio Leme (presidente), Benedito Belém (secretário), Acácio Reis (tesoureiro) e Presciliano Brandão (procurador geral).

Em 1930 o Clube Atlético de Cravinhos era um dos quadros mais completos do interior paulista. A defesa e o ataque impunham respeito em todos os times que encaravam o CAC. Após uma campanha das mais brilhantes o Atlético venceu o Botafogo de Ribeirão Preto por 2 a 1 e tornou-se campeão de nossa região. Em seguida disputou contra o Floresta Negra Futebol Clube (Amparo), o Campeonato da Zona de Ribeirão Preto conquistando o título pelo placar de 4 a 3. Esses resultados e conquistas qualificou o Clube Atlético de Cravinhos para a disputa do Campeonato do Interior contra o time do XV de Novembro de Piracicaba.

Esse jogo foi disputado na Associação Atlética São Bento, em São Paulo, e até os 15 minutos do 2º tempo o CAC ganhava por 1 a 0, mas nesse momento o time do XV de Novembro fez dois gols de forma irregular, o que revoltou os jogadores atleticanos que se retiraram do gramado e ficaram com a faixa de vice-campeões do Interior Paulista. Para esse jogo o time era: Romim, Nelson, Heitor e Marquetti; Cindo, Chang, Bonfim e Ceroni I; Olavo, Luis Jordão e Jogadinho. Este é considerado por muitos historiadores e admiradores do Clube Atlético de Cravinhos como o título mais expressivo.

Na década de 70, os torcedores do CAC estavam motivados com o clássico local, enfrentando o rival Operário, em jogos que lotavam o estádio JD Martins. Eram tardes de domingos que ficaram na lembrança da torcida.

Vamos destacar que nos anos 70, com a iniciativa do Sr. Sebastião Orteiro e outros esportistas, foi formada uma equipe Dente de Leite. A equipe foi bicampeã regional, nos certames promovidos pela emissora de Rádio PRA-7 (atual Rádio Clube de Ribeirão Preto). Grandes valores foram revelados pelo Dente de Leite. Exemplos como Adalberto e Gasparzinho que chegaram ao profissionalismo. Outros bons valores ficaram na torcida como: Robertinho, Tigrinho, Brasa, José Carlos (Boi), Tadeu, Abobrinha, Cri, Logarezzi e muitos outros.

Em 1990, a equipe ingressou na 3ª divisão de profissionais da FPF. Com uma equipe montada às pressas, fez uma campanha irregular. Em 1991, pediu afastamento e não disputou mais nenhum campeonato profissional, disputando campeonatos da Liga de Ribeirão Preto e Santa Rosa do Viterbo, categoria Amador.

Em 1997, a equipe chegou também as finais do Torneio Regional Amador pela Liga de Santa Rosa, enfrentando a AE São Simão. Jogando em Cravinhos, o CAC perdeu por 4×2, e venceu em São Simão por 2×1, ficando em 2º lugar pelo saldo de gols.

Em 2006, a equipe do CAC disputou o forte Campeonato Amador, e conseguiu reverter um placar adverso na final, assim se sagrando pela primeira vez campeã do Amador Regional. Em 2007, o time do Atlético chegou novamente a final da competição, mas ficou com o vice-campeonato. E é em 2015, que o CAC volta a vencer e se sagrar bicampeão da competição.

Já no ano de 2018, a equipe do CAC voltou novamente a levantar o troféu, dessa vez em uma final de muita confusão contra a equipe de Santa Rosa de Viterbo, mas que dentro de campo possibilitou mais um título aos diabos-rubros cravinhenses. E também a vaga para a disputa do torneio amador estadual, em que o time foi eliminado ainda na primeira fase.

Em 2019, o time do CAC ficou com o 3º lugar no Amador Regional, já nos anos de 2020 e 2021, devido a Pandemia Mundial de Coronavírus a competição não foi realizada.

Mudanças de campo

Os atleticanos passaram por aproximadamente 5 transferências de campo. Em 1907 um terreno entre as ruas Prudente de Moraes, Bernardino de Campos e Epitácio Pessoa serviu de campo para os treinamentos do time. Posteriormente, no mesmo ano, passou para onde hoje se encontra a escola João Nogueira. E mais tarde foi para uma chácara de propriedade de Davi Spazzini, no alto do bairro Sumaré com rua 14 de Julho. Em 1917 o CAC novamente foi desalojado de seus domínios e passou a ocupar uma área compreendida entre as ruas Rui Barbosa, José Inácio e avenida Rita Cândida Nogueira, permanecendo neste local por apenas 2 anos. Transferiu-se para a quadra onde posteriormente seria construído o prédio da fábrica de meias, mas como sempre não conseguiu permanecer por muito tempo. Em aproximadamente 1924 foi para a Avenida Fagundes, onde se fez um campo com arquibancada para capacidade de 500 pessoas. Em 1926, após um período de intenso trabalho o CAC fez sua última transferência, agora definitivamente para o estádio J. D. Martins, de onde nunca mais saiu.

Basquete como modalidade

O segundo clube mais antigo do Estado de São Paulo, Clube Atlético de Cravinhos, começou em 2015 a escrever uma nova história em sua agremiação, uma vez que deixou de ser uma equipe somente de futebol para também ter equipes na modalidade do basquete.

O acordo faz com que o “Cravinhos Basketball” vista definitivamente as cores e camisa do nosso CAC, assim representando Cravinhos em todos os torneios. Para quem já gostava do futebol dos ‘diabos-rubros’ também acompanha o basquete que representa muito bem o torcedor.

E uma das conquistas mais importantes se deu logo em 2019, quando o basquete do CAC foi vice-campeão Brasileiro da modalidade, em jogo eletrizante contra a equipe de Ponta Grossa.

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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