Moda Sustentável

Grande parte dos consumidores tem se tornado cada dia mais conscientes. Tanto em relação a alimentação, saúde, exercícios físicos, no life style em geral. Buscam longevidade, qualidade de vida, além de somente vaidade. Isso inclui os produtos que ele adquire, em que investe seu dinheiro, isso pode parecer contraditório já que moda e consumo quase não andam separados.

Já moda e consumismo podem, sim, caminhar em direções contrárias. A prova disso é que, na contramão das fast fashion, araras lotadas e acúmulo de peças, o movimento pelo consumo consciente, com base em projetos de moda sustentável, ganha cada vez mais força. Se a preocupação com o meio ambiente e o reaproveitamento daquilo que seria descartado ainda soam como algo distante da realidade, vá se acostumando com a tendência de viver uma vida mais slow fashion

Quem sabe essa moda pega!

A moda sustentável, também conhecida como eco fashion, normalmente é descrita como aquela em que os métodos e processos usados são menos poluentes ou ajudam a diminuir o impacto ambiental na fabricação de roupas de alguma maneira. Segue algumas práticas comumente associadas à moda sustentável:

  • Fabricação com fibras orgânicas, algumas vezes certificadas por organizações internacionais como GOTS ou USDA
  • Fabricação com tecidos mais eco-friendly, como linho ou bambu (que precisam de menos produtos químicos e/ou água para crescer)
  • Corantes de origem natural
  • Uso de tecidos descartados
  • Upcycling de materiais usados
  • Produção com tecidos reciclados
  • Uso de colas menos tóxicas
  • Roupas feitas para terem um longo ciclo de uso

Ou seja, a moda sustentável engloba práticas menos poluentes e que minimizam o impacto ambiental ao longo da cadeia produtiva (como uso de tecidos ecológicos ou reaproveitamento de materiais na fabricação de roupas, por exemplo) e de consumo (como práticas de reuso, trocas, consertos etc.). Ao contrário da moda descartável ou fast fashion, ela valoriza o uso prolongado das peças de roupa, visando um sistema sustentável.

E para aderir a está MODA, por onde começar?

1. Considere montar um guarda-roupa cápsula:
Apenas com peças que você realmente vai usar. Para isso, é interessante saber bem qual é o seu estilo, conhecer seus gostos e, claro, eliminar do armário tudo aquilo que já não tem mais a ver com você.

2. Troque, garimpe e reforme:
Começar a consumir em brechós é um ótimo primeiro passo, além de ser um dos jeitos de aumentar a vida útil das roupas. Trocar peças com os amigos, dar uma chance às técnicas de customização, se você não tem talento para trabalhos manuais, pode começar comprando de marcas que investem no upcycle.

3. Valorize iniciativas artesanais e pequenos negócios:
Antes de correr para a primeira fast fashion que você costuma frequentar, pesquise se determinado produto que você procura não é feito, também, por alguma marca brasileira de pequeno porte. Bata ponto em feirinhas de moda, bazares e eventos que costumam divulgar essas marcas. Tudo isso cria uma atmosfera muito mais autoral e consciente para o futuro, além de aquecer a economia local, de maneira positiva.

4. Informe-se e questione:
Para comprar de maneira consciente, vale prestar atenção nas roupas que você já tem. Por acaso, você saberia dizer de onde vieram e como foram produzidas as peças que compõem o seu look nesse exato momento? Ou então, saberia dizer qual o impacto que a produção de uma “inocente” calça jeans pode causar para o meio ambiente? Se você começar a valorizar essas questões, entenderá mais sobre o ciclo de vida útil de uma roupa. Preservar o ecossistema também consiste em entender o que está por trás dele.

Essa grande parte dos novos consumidores, mais conscientes, também são conhecidos como millennials, uma geração que é reconhecida por levar em conta o comprometimento ético das marcas antes de realizar compras.

Grandes marcas como: Calvin Klein, Ralph Lauren, Tommy Hilfiger e Armani tornaram-se fur-free, ou seja, livre do uso de peles.

Quem dá o mais novo passo é a Gucci, que afirma que a partir de sua coleção de verão 2018 não produzirá mais nenhum item usando pele. A marca também tornou-se membro da Fur Free Alliance, uma organização que pretende acabar com a exploração e morte de animais para o uso de pele.

Autor

Marcela Bianchi

Marcela Bianchi é formada em Moda e Estilismo pelo SENAC e Marketing pela UniSeb/Estácio. Trabalha como Visual Merchandising há cinco anos, sendo que atualmente atua na empresa Ateen e é freelancer em multimarcas. Mas já executou trabalhos para as lojas Espaço Fashion e TVZ.

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