Amamentação é fator protetor contra o câncer de mama

Ano a ano tem crescido o número de mulheres que optam por engravidar após formação acadêmica, conquista de estabilidade econômica e de melhores empregos.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 60 mil novos casos de tumores de mama são diagnosticados, por ano, no Brasil. E a amamentação tem papel fundamental na redução do risco de desenvolver a doença.

De acordo com informações do site do INCA, enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação dos ductos do tecido mamário. Assim, se houver células com alguma alteração genética, elas são eliminadas por essa esfoliação ou por autodestruição. Outro benefício é que as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer, por exemplo o estrogênio, caem durante o período de aleitamento.

A ginecologista e obstetra, Tatiana Prandini, explica como o câncer de mama pode estar relacionado a amamentação
Foto: Divulgação

Na contramão está a gravidez mais tardia. Ano a ano tem crescido o número de mulheres que optam por engravidar após formação acadêmica, conquista de estabilidade econômica e de melhores empregos. Quanto mais tardia a gestação, maior a exposição a hormônios relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama e maior o risco de desenvolvê-lo.

“Existem vários tipos de câncer de mama. Um desses tipos está relacionado à gravidez, e o risco aumenta conforme a idade da mulher”, explica a ginecologista e obstetra Tatiana Prandini.

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Gestação após o câncer

A médica ressalta que, geralmente, a ocorrência do câncer de mama é mais comum em mulheres acima 50 anos, quando a mulher, teoricamente, não vai mais engravidar. Porém, mesmo quando é necessário realizar o tratamento de um câncer durante a gravidez, existem opções de tratamentos com quimioterápicos que não comprometem o desenvolvimento do feto.

Outra informação relevante é que a manifestação do câncer não impede a mulher de se tornar mãe.

“Existe um estudo coreano, publicado em 2019, que mostra que a gestação após o tratamento de câncer de mama não diminuiu a sobrevida dessas mulheres, quando comparado com mulheres que foram tratadas para câncer de mama e não engravidaram”, explica Tatiana.

As dicas para evitar o câncer de mama são: praticar atividade física; alimentar-se de forma saudável; manter o peso corporal adequado e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Da Redação

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