São João: Nutricionista alerta para riscos de intoxicação em pratos típicos
Para evitar intoxicações alimentares, professora orienta que os alimentos quentes sejam mantidos acima de 60°C e os frios permaneçam refrigerados até o momento do consumo.
As comidas típicas juninas são presença garantida na mesa dos nordestinos durante os festejos juninos. O consumo de pratos como milho cozido, canjica, amendoim, bolos, mingaus e receitas preparadas com leite e coco é garantido neste período. Apesar de fazerem parte da tradição, muitos desses alimentos são altamente perecíveis e, quando manipulados ou armazenados de forma inadequada, podem oferecer riscos sérios à saúde. A professora do curso de Nutrição da Estácio, Larissa Baccaro, destaca que alguns alimentos merecem atenção redobrada.
“Os pratos mais sensíveis são aqueles preparados com leite, coco fresco, ovos e carnes. Canjica, mingau, pamonha, bolos recheados, pé de moleque caseiro e arroz-doce podem estragar com mais facilidade, principalmente quando ficam muito tempo expostos em temperatura ambiente”, afirma.
Larissa destaca que ingredientes como leite e derivados são particularmente perigosos quando não refrigerados.

“Eles são altamente perecíveis e favorecem o crescimento de microrganismos quando não mantidos abaixo de 5°C. Já o coco fresco estraga rápido devido à umidade, e o amendoim mal armazenado pode desenvolver fungos que produzem toxinas prejudiciais à saúde”, explica.
Para evitar intoxicações alimentares, a professora orienta que os alimentos quentes sejam mantidos acima de 60°C e os frios permaneçam refrigerados até o momento do consumo. “O ideal é que alimentos perecíveis fiquem fora da geladeira por, no máximo, duas horas. Depois disso, o risco de proliferação bacteriana aumenta muito”, alerta.
Ela também reforça a importância de reconhecer sinais de deterioração antes de consumir qualquer preparação. “Cheiro azedo, mudança de cor, textura viscosa ou presença de mofo são indícios de que o alimento deve ser descartado imediatamente”.

Em locais de venda, a recomendação é observar atentamente as condições de higiene. “O consumidor deve avaliar se o ambiente está limpo, se os manipuladores usam touca e se os alimentos quentes estão realmente aquecidos e os frios refrigerados. Esses detalhes fazem toda a diferença para evitar contaminações”, afirma Larissa Baccaro.
Os principais sintomas de intoxicação incluem náuseas, vômitos, diarreia, mal-estar, dor de cabeça e febre. A professora reforça que, diante de sinais persistentes, é fundamental procurar atendimento médico.

