Liquidificador queimado, receita de vó… Confira algumas curiosidades dos novatos do Comida di Buteco em Ribeirão Preto

Concurso esse ano conta com 10 estreantes na cidade; pratos serão servidos nos bares entre 8 de abril e 1º de maio.

Nova edição, nova fase, novo ano e também novos bares. O Comida di Buteco esse ano conta com 10 novatos em Ribeirão Preto, ou seja, um terço das opções para os “botequeiros” da cidade são de estreantes no concurso gastronômico. Na 12ª edição que acontece de 8 de abril a 1º de maio, os bares estreantes são: Boteco Brazukis, Boteco do Ávila, Bar Empório Paulistano, Boteco Lagoinha, Califórnia Brasileira, Dus Mineiros, Empório Cervejeiro, Moronguetá e Vendinha Bar.

Os butecos participantes criaram petiscos exclusivos para o concurso, que passarão pela avaliação de um corpo de jurados e do público. Cada concorrente será avaliado em 4 categorias (petisco, atendimento, higiene e temperatura da bebida). O petisco leva 70% do peso da nota e as demais categorias 10% cada uma. O voto do público vale 50% do peso total e dos jurados 50%.

Público e júri dão nota de 1 a 10 para 4 quesitos: petiscos, higiene, atendimento e temperatura da bebida. O peso do júri e do público é de 50% cada. Com democracia e muito paladar é eleito o melhor buteco de cada cidade e do país! Os votos físicos são recolhidos e apurados por um instituto de pesquisas independente.

Sucesso na região central

Localizado na rua Rui Barbosa, número 902, no Centro, o Boteco Brazukis tem cinco anos de existência e é um dos novatos do Comida di Buteco e também é novato na sua localização, está há pouco menos de um ano na região que é conhecida por ter vários bares tradicionais.

O Brazukis chegou com vontade de vencer. Wesley Rios, proprietário do bar fala sobre a experiência de participar do concurso: “estamos todos animados, esperamos trazer a melhor experiência possível para os nossos clientes. Sempre foi um sonho antigo ter um bar, passamos por dois endereços antes de chegar aqui, o polo dos bares da cidade, nunca imaginávamos chegar a essa localização e seguimos firmes. Antes de ter o bar, eu ia aos bares participantes e hoje é um privilégio participar do Comida di Buteco”, fala Wesley.

O dono do bar aproveitou para falar sobre o prato participante desta 12ª edição: “apostamos em uma variação de dois bolinhos, um de feijoada, recheado de couve, bacon e calabresa e um bolinho de costela, recheado com queijo prato, acompanhados de uma geleia de laranja apimentada e um molho barbecue com mel”, explica o proprietário.

O fato curioso que permeia o petisco participante provavelmente não agradou uma pessoa, a mãe do Wesley: “A história é engraçada, cheguei a queimar o meu liquidificador e o da minha mãe ao tentar fazer o prato, até comprei uma masseira para tentar, mas queimou também. Depois de alguns testes, hoje fazemos todo o bolinho de forma artesanal, à mão, e o resultado é satisfatório, aperfeiçoamos e queremos seguir oferecendo o prato mesmo após o concurso”, conclui o proprietário do Boteco Brazukis.

Wesley Rios, proprietário do Boteco Brazukis
Foto: Renata Prado

Receita da vó adaptada

Na zona Oeste de Ribeirão Preto, na rua Cesário Motta, número 1469, o Bar e Empório Paulistano reúne os adeptos de uma boa cerveja gelada, comida de qualidade e música boa e traz o Bolinho de Carne Maluca na sua primeira participação no Comida di Buteco. Com seis anos desde a criação, o local de administração familiar tem nas paredes vários quadros que remetem ao “universo rock’n’roll”, oferece petiscos e movimenta as noites do Jardim Paulistano com apresentações musicais.

O proprietário do Bar e Empório Paulistano, Alexander Brunelli, falou sobre a escolha do prato que é uma releitura de uma tradição familiar: “essa é uma receita da minha vó que passou para a minha mãe, é uma adaptação da ‘carne maluca’, aquela que a gente colocava dentro do pão em festas, aniversários. É uma tradição antiga na nossa família, então resolvemos adaptar e fazer o bolinho”, explica o proprietário.

Alexander reforça a importância do concurso diante do fim da pandemia na recolocação dos bares ribeirão-pretanos diante do seus clientes, ele comenta sobre a dificuldade que os proprietários enfrentaram durante esse período: “Meu bar já tem seis anos, começamos como mercearia, atendendo a região e há dois anos, depois de pedidos e até pela nossa vontade, transformamos o local em um bar. A pandemia atrapalhou a todos os donos de bares na movimentação e nas vendas, o ano está melhorando devagar e agora aposto no Comida di Buteco para trazer novos clientes”, conclui o dono do Bar e Empório Paulistano.

Alexander Brunelli, proprietário do Bar e Empório Paulistano
Foto: Renata Prado

Com a tradição de oferecer os pratos por um valor mais justo, o público vai poder experimentar as criações dos 29 bares concorrentes, pelo preço fixo de R$ 27.

Da Redação

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