Sepultura mostra o verdadeiro rock and roll no Sesc Ribeirão

A banda apresentou setlist especial em comemoração à sua trajetória, com sucessos de todos os álbuns no repertório

O Sesc Ribeirão recebeu na quarta-feira (10/07), a banda Sepultura, com show especial em comemoração à sua trajetória, com sucessos de todos os álbuns no repertório. Sucessos do 14º álbum de estúdio, Machine Messiah (2017), estiveram entre os singles que contaram a história de três décadas de sucesso internacional da banda.

Referência do metal brasileiro no mundo, os roqueiros abriram a linha do tempo com o EP de estreia, “Bestial Devastation (1985). Depois, vieram as músicas dos discos Morbid Visions (1986), Schizophrenia (1987), Beneath The Remains (1989), Arise (1991), Chaos A.D. (1993), Roots (1996), Against (1998), Nation (2001), Revolusongs (2002), Roorback (2003), Dante XXI e A-lex (2009), Kairos (2011), Mediator (2014) e Machine Messiah (2017), considerado o melhor trabalho do Sepultura. 

Formada em Belo Horizonte, em 1984, o Sepultura passou a ser uma das principais figuras no cenário underground que florescia para o thrash metal. Com sonoridade inventiva e exuberante e ao mesmo tempo crua e primitiva, a banda rompeu preconceitos ao fixar a América do Sul no mapa do metal assim como ajudou a dar forma para algo novo e brutal no heavy metal desde seus primeiros álbuns,Morbid Visions, Schizophrenia e Beneath The Remains.

Obstinados a viajar para qualquer parte, o Sepultura construiu com firmeza uma das bases de fãs mais dedicada do planeta e, enquanto na década de 1990 muitas bandas tentavam se firmar criativa e comercialmente, os brasileiros conseguiram isso de ponta a ponta: em 1993, com Chaos AD, e em 1996, com Roots, clássicos instantâneos que provaram desde o lançamento serem extremamente influentes sobre várias gerações de músicos do metal.

A saída de Max Cavalera, frontman e membro fundador da banda em 1997 poderia ter descarrilado um grupo menos focado, mas mais tarde, naquele mesmo ano, a convocação do vocalista Derrick Green se provou um golpe de mestre.  
As duas últimas décadas assistiram o Sepultura evoluir, diversificar e prosperar com o lançamento de uma sucessão de registros devastadores que adicionaram muita profundidade à ilustre biografia da banda. 

Da indiscriminada euforia causada pelo primeiro registro de Green no grupo, Against (1998), à Roorback (2003), para o brilhante e com riffs que guiam ao futurismo, Kairos (2011) e o extremamente aclamado The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart (2013), produzido por Ross Robinson, o progresso do Sepultura tem sido perpetuado com sua integridade artística impecável.

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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