É autismo ou TDAH?

A associação entre as duas condições pode levar a erro no diagnóstico, atrasando o tratamento correto.

É bastante comum que crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) sejam confundidas com outras condições, principalmente com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). ⠀

De acordo com a Profa. Dra. Giovana Escobal, diretora do Instituto ABAcare, essa confusão muitas vezes ocorre porque crianças com TDAH podem apresentar uma desatenção, inquietude, dificuldades de compreensão e impulsividade.

“Tanto o TEA, quanto o TDAH são transtornos que podem gerar dificuldades na regulação emocional, habilidades sociais, problemas de atenção e comportamento de difícil manejo”, esclarece.

As duas condições podem coexistir e, em alguns casos, os traços de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade acabam dificultando o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista.

“A análise do comportamento oferece procedimentos efetivos para tratar impulsividade, déficits em habilidades sociais, manejo de comportamentos inadequados etc. tanto para indivíduos com autismo, como com TDAH”, diz a Profa. Dra. Giovana Escobal.

Especialistas relatam que é bastante comum que crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) sejam confundidas com outras condições
Foto: Divulgação

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), cerca de 70% das pessoas com autismo podem ter um distúrbio mental associado, o que é conhecido na linguagem médica como “comorbidade”, frequentemente, por não apresentarem os pré-requisitos fundamentais para responderem aos testes psicométricos, por exemplo.

A psicóloga Dafne Fidelis explica que, embora as diferenças às vezes pareçam sutis, é necessário se atentar as particularidades de cada condição para chegar a um tratamento adequado.

“A associação dos transtornos pode levar a erro no diagnóstico, atrasando o tratamento correto. Para tanto, se faz necessária a participação de uma equipe multidisciplinar, composta pela família, professores, psicólogos, psicopedagogos, psiquiatra e terapeutas ocupacionais, para fazer uma investigação de forma efetiva”, diz.

Vale lembrar que o diagnóstico – conclusivo ou não – serve primeiramente para construir um plano de tratamento.

“As estimulações devem ser iniciadas o quanto antes, afinal, seja qual for a conclusão futura, iniciar o tratamento dos sintomas é fundamental para desenvolver as habilidades que parecem comprometidas”, conclui a psicóloga.

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Instituto referência em autismo

Ribeirão Preto possui um instituto referência para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a ABAcare. A organização oferece apoio para pacientes com atrasos no desenvolvimento intelectual, de linguagem, e também capacitação e consultoria para as pessoas envolvidas com esse público.

O Instituto está instalado na Av. Carlos Consoni, 791, no bairro Jardim Canadá em Ribeirão Preto. Informações sobre acompanhamentos, cursos e consultorias podem ser encontradas por meio do site http://www.abacare.com.br, ou no Facebook e Instagram @institutoabacare.

Da Redação

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