Acabar com o tabu em torno do exame de próstata é o principal desafio

Especialistas em Saúde explicam quais as formas de prevenção ao câncer que deve gerou em torno de 65 mil novos casos em 2020.

A conscientização do público masculino é necessária, pois ainda existe um preconceito com a realização de exames preventivos que ajudam a identificar o câncer de próstata antes dos sintomas se manifestarem.

Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no ano de 2020 são mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata no país.

“O câncer de próstata deve ser encarado como uma doença curável e tratável quando diagnosticada no início. As consequências de se relegar o diagnóstico precoce podem ser muito graves. Também é importante lembrar que não basta apenas fazer os exames, mas também ter uma rotina de consultas médicas em dia”, enfatiza o médico oncologista e professor do curso de Medicina da Estácio, João Neiva.

Para o oncologista, dentre os sintomas mais comuns em quem a doença se desenvolve estão o fluxo urinário fraco, retenção da urina, necessidade frequente de urinar, necessidade de fazer mais força para urinar, desconforto na região pélvica, disfunção erétil e presença de sangue na urina.

O médico oncologista e professor do curso de Medicina da Estácio, João Neiva
Foto: Divulgação

“Nem sempre o aumento da próstata, chamada hiperplasia benigna da próstata, está relacionado à presença do câncer, sendo caracterizada como aumento benigno da próstata, ou seja, o seu crescimento acontece gradual e lentamente na maioria das vezes, e apresenta limites bem nítidos, não chegando aos tecidos vizinhos e não desenvolvendo metástases”, explica Neiva.

É importante, segundo o médico, ficar atento aos sinais do corpo, pois alguns tipos de câncer desenvolvidos na próstata crescem de forma lenta. Por outro lado, outros tipos são mais agressivos e requerem tratamento imediato. O oncologista lembra ainda que dormir bem, realizar atividade física moderada e manter uma boa alimentação são ações capazes de reduzir significativamente o risco. Outras medidas como detecção precoce, adesão ao tratamento, abandono de alcoolismo e tabaco, são ainda mais necessárias para a melhora do prognóstico do câncer. 

Já a nutricionista Jessica Vaz Franco, mestra em saúde pública e professora da Estácio, alerta ainda para o consumo exagerado de alimentos ultraprocessados, que são aqueles com longa vida de prateleira (como biscoito, salgadinho de pacote, macarrão e tempero instantâneos, refresco, refrigerante, além de produtos congelados e prontos para aquecimento e embutidos) e que possuem várias características que podem estar envolvidas na causa de doenças crônicas não transmissíveis, como câncer. A começar pelo alto teor de gordura total, gordura saturada e adição de açúcar e sal, junto com uma menor quantidade de fibras e vitaminas.

A nutricionista, Jessica Vaz Franco, mestra em saúde pública e professora
Foto: Divulgação

“O consumo de carnes vermelhas como de boi, porco, cordeiro e bode, entre outras, se consumidas em grande quantidade, também podem aumentar a chance de desenvolver a doença”, explica Franco.

Segundo a nutricionista uma alimentação balanceada que dê prioridade para o consumo de frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, aliada a uma ingestão menor de gordura, ajuda a diminuir o risco de câncer.

“Da mesma forma, fazer uma atividade física, diminuir o consumo de álcool e alimentos ultraprocessados e não fumar, são algumas das recomendações que ajudam a prevenir essa e outras doenças” completa Franco. 

Da Redação

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