Cirurgia na coluna é recomendada apenas para 5% das patologias

Segundo pesquisa, uma em cada dez pessoas com procedimentos de fusão espinhal terá que realizar nova intervenção em dois anos

Cirurgia na coluna é recomendada apenas para 5% das patologias“Você sofre ou já sentiu dor nas costas?”. Essa é a pergunta que a maioria da população irá responder sim. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), oito em cada dez pessoas têm incômodos na coluna vertebral.  As patologias ósseas são derivadas de vários fatores, entre eles a má postura, falta de exercícios físicos, lesões e sobrecarga de peso.

A cada dia, mais pessoas reclamam de dores e se submetem a procedimentos na coluna vertebral. Segundo o fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRColuna) e proprietário do ITC Vertebral Ribeirão Preto, antes de fazer uma intervenção é preciso avaliar. “As cirurgias são recomendadas em apenas cinco por cento dos casos. Os outros pacientes devem ser tratados com sessões de fisioterapia e atividades físicas”, explica Martins.

O profissional alerta que a população deve evitar qualquer técnica invasiva na coluna. De acordo com o estudo publicado pelo The Spine Journal (2013), uma em cada dez pessoas que tem uma cirurgia de fusão espinhal – técnica que insere parafusos para dar sustentação na coluna -, terá um segundo procedimento realizado em dois anos ou menos. “Tudo depende da evolução clínica de cada paciente. Porém, devemos sempre evitar qualquer tipo de cirurgia até que se esgotem todas as possibilidades de tratamento não cirúrgico. A fisioterapia é responsável por tratar 95% dos casos de dores nas costas de forma eficaz”, complementa o especialista.

 Na maioria das vezes são utilizadas técnicas manuais, associadas a equipamentos e exercícios de fortalecimento. O diferencial é que somente após de uma boa analise é possível identificar a causa da patologia e traçar o tratamento específico para cada caso. “Recebo muitos pacientes que dizem já terem feito tratamentos com pilates ou atividades físicas e não obtiveram sucesso, porém ao investigar o histórico percebo que os exercícios foram feitos de forma errada ou em momento inapropriado, por isso não obtiveram êxito. Passo a utilizar a mesma metodologia, mas de forma individualizada para o caso observado e conseguimos uma excelente evolução”, enfatiza o fisioterapeuta.

 Para o profissional, ainda a melhor maneira de se evitar uma operação é uma vida saúdavel. “A pratica regular de execícios físicos, desde a infância, uma postura correta e uma boa alimentação são grandes fatores que ajudam na prevenção dos indesejados incômodos da coluna”, alerta.

Autor

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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