Alergia alimentar

A alergia alimentar sempre existiu, porém muitas pessoas só a conheceram recentemente, devido ao aumento na incidência nos últimos anos. A reação alergia pode acontecer até com alimentos que nunca haviam gerado nenhum tipo de reação em determinado período da vida.

Existem alguns alimentos que causam essa reação com maior frequência, como o leite de vaca, soja, ovo, amendoim, peixes e frutos do mar, amendoim e trigo. A alergia alimentar é mais comum em crianças do que em adultos e o leite de vaca, a soja e o ovo são os alimentos que mais frequentemente provocam alergias em crianças.

Com relação aos sintomas que uma reação alérgica a alimentos podem causar, variam de pessoa pra pessoa, podendo ser observados desde sintomas leves a graves como coceira, vermelhidão, inchaço no rosto, tosse, falta de ar, inchaço na laringe, cólicas, diarreia, vômitos até sintomas cardiovasculares e choque anafilático. Essas reações podem aparecer logo após a ingestão do alimento ou depois de alguns dias, dependendo, portanto, do sistema imunológico de cada um.

Algumas alergias podem ser confundidas com intolerância, como acontece no caso do leite, porém é importante ressaltar que se trata de problemas distintos. A intolerância a lactose está envolvida com a deficiência na produção da enzima lactase, a qual é responsável pela digestão da lactose, que é o açúcar do leite. Na alergia o que ocorre é uma resposta imunológica alterada as proteínas presentes no leite, sendo, portanto, necessário uma terapia nutricional diferente.

Para que haja o diagnóstico adequado de alergia, é necessário a realização de exame físico adequado, testes dietéticos de exclusão do alimento suspeito com reintrodução do mesmo para analisar se os sintomas se repetem. Além disso, podem ser realizados exames para a pesquisa de anticorpos específicos no sangue, testes cutâneos de hipersensibilidade a biópsias.

O tratamento da alergia alimentar está baseado na exclusão do alimento causa da dieta. O plano alimentar desse paciente deve ser individualizado e baseado no diagnóstico médico que comprove a alergia e assim poder equilibrar da melhor forma possível a alimentação para evitar carências nutricionais.

O paciente deve ser informado quanto à importância de não ingerir os alimentos excluídos da dieta e estabelecer uma rotina de ler os rótulos para evitar sintomas ou descontrole da doença. Pacientes que apresentam risco de reações imediatas graves necessitam de recomendação de um serviço de emergência próximo.

Autor

Renata Dessordi

Renata Dessordi é nutricionista formada pela Universidade de Ribeirão Preto, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva. Mestra em Alimentos e Nutrição pela Unesp. Doutoranda em Alimentos e Nutrição pela USP/Unesp. Auriculoterapeuta Francesa.

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