Ultramaratonista de Brodowski é o primeiro brasileiro a representar o país no Campeonato Mundial da Grécia

Atleta é o único sul-americano a conseguir o índice para participar da prova de 48h de corrida que acontece na Grécia

O ultramaratonista Arilson Silva, o Ariman, é o primeiro atleta brasileiro a disputar o Campeonato Mundial de 48h de corrida na Grécia, que acontece entre os dias 1º e 3 de junho, em Atenas.

A prova é uma das mais difíceis e cobiçadas pelos esportistas do mundo todo por seu grau de dificuldade e Ariman é o único sul-americano a atingir o índice para participar da prova ao correr 352km em 48h.

Atualmente, o atleta é o 8º colocado no ranking mundial da International Association of Ultrarunners (IAU) e 1º no ranking sul-americano.

No ano passado, Ariman estabeleceu o recorde de maior percurso em pista de atletismo ao correr 508,4km durante 72 horas. O desafio aconteceu entre os dias 17 e 20, na pista de 400 metros do Ginásio de Esportes Vicente Quércia, em Brodowski, interior de São Paulo, onde treina e mora.

Foram 1.271 voltas na pista de terra, com 16 pausas (média de 18,27 minutos cada) para a troca de roupa, idas ao banheiro, alimentação e assistência médica.

Ariman, que há cerca de três anos encontrou no esporte o incentivo para sair do mundo das drogas, tem um currículo respeitável: já correu 112km em 12h, 176km em 24h e 352km em 48h. Ex-pedreiro, ganhou o apelido de Ariman por causa da placa de titânio que precisou colocar na perna esquerda após cair de um andaime.

“Consumi drogas por muitos anos, mas a corrida transformou a minha vida e me fez abandonar todos os meus vícios. Só lamento não ter começado antes, pois meu corpo tem uma resistência física muito grande e uma capacidade de recuperação além do normal, segundo os profissionais do esporte e da saúde que me acompanham”, comenta o atleta.

Acostumado a enfrentar desafios, o maior encarado pelo atleta, agora, é a falta de patrocínio para poder participar da prova grega com o apoio profissional que precisa.

“Tenho apenas uma parte do que preciso, a minha viagem está garantida, mas preciso de mais recursos para poder levar os profissionais que dão suporte a esse trabalho, como meu preparador físico. Mas não desisto, assim como consegui vencer todos os obstáculos para chegar onde estou, tenho fé que encontrarei empresas dispostas a investir no esporte. Não quero apenas vencer provas e superar meus limites na corrida, quero ser um exemplo de vida e mostrar que é possível sair do mundo das drogas e mudar sua vida para melhor”, finaliza Ariman.

Autor

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

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