Vanessa da Mata encanta com seu repertório

Show aconteceu no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, e contou com um grande público que se encantou a cada música da cantora.
Foto: Evelise Livramento

Abençoada inicialmente por Chico César e Maria Bethânia, Vanessa continua fazendo a ponte perfeita entre regionalismo, vida urbana e mais do que nunca o amor.

“Quando deixamos nossos beijos na esquina”, sétimo álbum de estúdio, prossegue seus achados poéticos e melodias intuitivas. Com certeza, é seu disco mais autoral como um todo, porque Vanessa se aventurou pela primeira vez como produtora musical, propondo arranjos diretamente aos músicos, criando a dinâmica sonora do álbum como captação de voz, mixagem, acentuando ou reduzindo as intenções dos instrumentos em função de cada canção.

Foto: Evelise Livramento

O primeiro single lançado, a ensolarada “Só Você e Eu”, já dava o tom do que o disco seria por inteiro: um apanhado de histórias sobre a vida e o amor. A canção título, soa exatamente como carta de intenções, uma letra que fala de sincretismo religioso, da falta dos bons sentimentos, aonde o mundo está mesmo doente, sem diálogo, sem carinho, impondo a arrogância ao outro, que nos assola, costurando personagens e ideias das outras faixas do disco.

Foto: Evelise Livramento

Uma das faixas mais emocionantes e inesperadas do disco é “Hoje Eu Sei” composta com o cantor, compositor e músico sueco Jonas Myrin. Conexão internacional que tem vitalidade para repetir o sucesso de outro encontro de Vanessa com o mundo: “Boa Sorte” ao lado de Ben Harper.

Foto: Evelise Livramento

E quem esteve no mês de Outubro no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, pôde acompanhar todos esses sucessos, bem como canções de Vanessa da Mata que marcaram época.

Kennedy Oliveira

É formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelas Faculdades COC (atualmente Estácio). É pós-graduado em Comunicação: linguagens midiáticas, pelo Centro Universitário Barão de Mauá.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: