Estresse: O mal do século?

Com o passar dos anos, cada vez mais, a palavra ESTRESSE tem feito parte da vida do ser humano. Mas afinal, será que o estresse realmente é o mal do século? Ou a falta de habilidade ao lidar com esta questão é a real vilã desta história?”

Hoje o NO DIVÃ trás reflexões a respeito de um assunto que cerca, engole e em algumas situações aprisiona, diariamente, diversas pessoas, no Brasil e no mundo.
Com o passar dos anos, a cada vez mais, a palavra ESTRESSE tem feito parte da vida do ser humano. A globalização e as inúmeras responsabilidades tidas pelas pessoas vêm as direcionando a uma qualidade de vida precária onde a priorização de COISAS esta a frente da priorização do próprio SER. Diante da exaustão originada da rotina maçante no qual nós nos colocamos, situações estressantes são inevitáveis e muita das vezes estas tornam-se permanentes, ocasionando problemas graves e a longo prazo as pessoas portadoras deste “mal”.

Diante disso, será que o estresse realmente é o mal do século? Ou a falta de habilidade ao lidar com esta questão é a real vilã desta história?

Saiba que o estresse nada mais é do que algo biológico, inerente ao ser.

O que isso significa?

Significa que o ser humano nasce com o estresse e que ele, muitas das vezes é, necessário para que possamos lidar com coisa que colocam em risco o nosso equilíbrio.

O estresse funciona como um alerta. Ele tem a função de mostrar ao ser que algo de errado esta acontecendo e que um meio de adaptação precisa ser desenvolvido.
Um exemplo cotidiano deste “estresse do bem” é a forma como nos sentimos e agimos quando estamos com muita fome. Normalmente, nesta situação, o mau humor é inevitável. Algumas pessoas ficam irritadas, nervosas, estressadas devido à falta de alimento, diante disso elas vão à busca do que sanará a sua necessidade, ou melhor, suprirá o que esta tirando o seu equilíbrio, o alimento.

Elementos fisiológicos como a fome, sede, frio, calor e a dor são alguns dos diversos disparadores de estresse. Porém é comum que outras situações vinculadas à carreira profissional, relação familiar, responsabilidades, acúmulo de dividas e doenças crônicas também deem um start as sensações oriundas do estresse.

A estrutura patológica do estresse é dividida em quatro fases.
1° Fase – Alerta: Onde o ser entra em contato com o estressor;

2° Fase – Resistência: Período em que o ser se esforça grandiosamente para buscar formas de adaptação à situação estressora;

3° Fase – Quase exaustão: Fase em que as pressões vinculadas à situação estressora persiste e a adaptação não ocorre;

4° Fase – Exaustão: Adoecimento e possível morte.

É muito particular a forma como as pessoas lidam com o estresse. Muitas conseguem desenvolver rapidamente formas de adaptação para conviver e até mesmo driblar as situações estressantes, mas boa parte da população não consegue este feito e ao chegar à fase de exaustão, elas adquirem sinais e sintomas preocupantes que poderão as prejudicar significativamente por toda a vida.

Diante disso, a busca pela compreensão, pelo gerenciamento e cuidado adequado do estresse torna-se algo essencial a toda e qualquer pessoa.

Primeiramente é preciso aceitar que o estresse é algo inerente a nós e que sem ele provavelmente seriamos muito mais vulneráveis.  É preciso saber que o mal do século não é o estresse em si, mas sim a forma como as pessoas lidam com ele. Apesar de algo importante, faz-se necessário que tenhamos a noção de que o estresse não se aplica a toda e qualquer situação e não é ele quem controla as nossas vidas, afinal somos nós quem decidimos como agir diante das coisas. O desejo de mudar e de ter uma qualidade de vida significativa deve caminhar junto da resistência, persistência e do fortalecimento diário de si. Algo precisa ser feito para que possamos viver melhor, mesmo diante de situações estressantes que fogem do nosso controle. A identificação do elemento estressor e a neutralização do mesmo deve ser uma realidade.

Como fazer tudo isso?

Olhando diretamente para dentro de si. Mapeando as suas sensações e conhecendo os seus limites. Você não precisa enfrentar as coisas que lhe causam mal de forma solitária. Busque ajuda. Hoje existem diversos tratamentos psicológicos, médicos e até mesmo medicamentosos que lhe ajudarão. É importante que você saiba administrar a sua vida de uma forma mais leve. Tenha momentos de lazer, faça pausas regulares em ambiente de trabalho, exercite-se, coma e durma bem, essas são atitudes pequenas que farão muita diferença na sua luta contra o “estresse ruim”.

E lembre-se:

EVITE: o desnecessário;

ALTERE: A situação estressora;

ADAPTE-SE: Ao estressor;

ACEITE: O que você não pode mudar ou controlar.

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