A escola e a sexualidade

A sexualidade humana, desenvolvida desde o primeiro contato da mãe com o bebê, acompanha o ser humano em toda a sua existência. Conforme o bebê vai crescendo ele vai se descobrindo, seu corpo, sentimentos e coisas que lhe proporcionam prazeres.

Assim como qualquer um de nós, crianças também possuem dúvidas e curiosidades referente a seus sentimentos e o corpo. Cabe a nós, adultos, tirar as dúvidas e ponderar realmente o que se precisa ou não saber.

Uma vez que uma criança, ou um adolescente, mostra interesse em algo e apresenta alguma dúvida ou curiosidade, eles não param até descobrirem o que buscam. Crescer é um processo biológico e natural, e buscar saber sobre também. Desta forma, sabendo que há a necessidade do saber e a curiosidade, porque não trabalhar também as dúvidas e questões na escola? Um dos ambientes em que eles mais frequentam e estão ali para aprender?

Como já dito, o primeiro contato com a sexualidade vem desde o início, ainda quando bebê, e explícita ou implicitamente, já vai sendo transmitido com o passar do tempo através dos valores e posicionamento da própria família. Cabe a escola expandir esses posicionamentos e abordar os mais diversos pontos de vistas através de reflexões complementar ao já realizado pela família, conscientemente ou não.

Um ponto importante a se destacar é de que a sexualidade não se restringe somente ao ato sexual. A sexualidade é uma energia, é a busca do contato, do afeto e da própria intimidade consigo e com o outro, sendo assim um tema transversal contemplando as diversas áreas de conhecimento.

O papel aqui atribuído a escolha é o de auxiliar as crianças e os adolescentes a discriminar o que pode ser compartilhado ou não, tirar as dúvidas relacionadas a própria biologia e transformações corporais, preenchendo as lacunas sobre o que é cientifico ou não, levando a possibilidade de assimilação e compreensão acerca de tudo o que eles conhecem, respeitando suas faixas etárias, capacidade de compreensão e raciocínio e a sociedade em vivência.

Independente do ano de formação, trabalhar o respeito por si próprio e pelo outro, a compreensão dos sentimentos e afetos, bem como o conhecimento do próprio corpo e de todos os prazeres (não se tem prazer apenas pela relação sexual e o sexo em si) são amparadores e despertadores de longas discussões e debates e diminuidores de estreses e agitações.

Exemplos e contextualizações sociais trazem para perto de cada aluno mais possibilidades de compreensão e entendimento do que está sendo exposto. Uma abordagem clara, buscando a simplicidade de entendimento, uma exposição ampla e multifatorial mostrando sua complexidade e dimensão, flexibilidade em seus diversos contextos e situações e sistematicidade possibilitando aprendizagem e desenvolvimento.

Abertura para diálogos e dúvidas, um posicionamento distante do proibido e inaceitável, e compreensão dos momentos e questionamento de cada aluno, trará a possibilidade de transformação ou reafirmação de suas concepções e princípios, construindo de maneira significativa e estruturado seu próprio código de valores e conhecimento sobre si.

Autor

Yasmin Paciulo Capato

Yasmin Paciulo Capato é Psicóloga (CRP: 06 / 136448) clínica e atende as especialidade de Psicoterapia, Orientação Vocacional e Psicodiagnóstico na Clínica Vitalli.

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