Outubro Rosa e a dignidade da mulher

Hora de refletir sobre o câncer de mama e a sexualidade feminina.

O Outubro Rosa surgiu na década de 1990, nos Estados Unidos, e foi disseminado em países de todo o mundo com o intuito de informar sobre o câncer de mama, doença que ainda é a maior causa de morte de mulheres.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, todos os anos há um acréscimo de 25% de casos de câncer de mama. Porém, o diagnóstico precoce possibilita um tratamento menos agressivo e com reais chances de cura.

Em outubro, celebra-se o movimento desta conscientização. É momento também de pensar na autoestima da vítima da doença, pois além do risco de morte, a mulher passa a sentir também sua sexualidade ameaçada, afinal as mamas são símbolo de feminilidade.

Técnicas modernas possibilitam a reconstrução da mama. É a chamada oncoplastia mamária, uma cirurgia delicada já que o local muitas vezes sofre alterações devido ao tratamento oncológico.

Arte: Divulgação

Caso a paciente tenha sido submetida a uma mastectomia ou retirada completa da mama, a reconstrução da mama deve ser considerada como parte integral do tratamento, devolvendo não só autoestima, mas sobretudo qualidade de vida para a paciente.

O lado emocional da paciente é de extrema importância e ter o apoio da família, amigos e profissionais é essencial. Um conceito novo é o do assistente navegador que auxilia o mastologista durante todo o tratamento com o propósito de aliviar as angústias da paciente. Este trabalho normalmente é realizado por psicólogo, assistente social ou enfermeiro.

O tratamento do câncer de mama é como subir uma escada com vários degraus. Com ajuda correta de profissionais adequados servindo de corrimão e suporte, em um piscar de olhos, a paciente estará no topo, com um final feliz.

Gustavo Zucca

Mastologista, pós-doutorado pela Unesp, especialista em oncoplastia e cirurgia reconstrutora da mama pelo Instituto Europeu de Oncologia – Milão.

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