Confira o que acontece no agronegócio

O que acontece durante a semana no agronegócio você acompanha aqui na Intertv Web.

O colunista Gustavo Batista traz toda semana na coluna “Agro Minuto”, o que no mundo do agronegócio. Acompanhem!

EXPORTAÇÕES SOJA

A exportação de soja do Brasil em 2021 deverá atingir um recorde de 86,7 milhões de toneladas estimou a associação da indústria do grão – Abiove. A instituição também reduziu a previsão de estoques finais de soja do país neste ano em 1 milhão de toneladas para 4,16 milhões de toneladas, após alta na expectativa de exportação.

 

ESTIMATIVA CONAB

O plantio tardio de milho segunda safra trouxe impacto para o desenvolvimento das lavouras. Com a semeadura sendo realizada fora da janela ideal, o grão ficou mais vulnerável às condições climáticas registradas no período. Resultado: a colheita da segunda safra do grão deve chegar a 66,97 milhões de toneladas, queda de 10,8% se comparada com o período anterior. A queda foi provocada pelo menor produtividade do milho 2ª safra que pode chegar a 4.502 quilos colhidos por hectare na atual safra – queda de 17,5% em relação à 2019/2020. Já a área plantada do cereal no período registra aumento de aproximadamente 8,1%, chegando a 14,88 milhões de hectares. Com isso, a safra 2020/2021 deve ser de 260,8 milhões de toneladas. 

A exportação de soja do Brasil em 2021 deverá atingir um recorde de 86,7 milhões de toneladas
Foto: Frota e Cia

PROJEÇÃO SAFRA 2030/2031

A produção de grãos deverá atingir 333,1 milhões de toneladas nos próximos dez anos. Soja, milho de segunda safra e algodão devem continuar puxando o crescimento, que, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), crescerá 27%. A previsão é que haja uma taxa de crescimento de 2,4% ao ano até 2030/2031, o que agregará à colheita do país 71 milhões de toneladas em relação à safra 2020/2021.

A área plantada de grãos deve passar dos atuais 68,7 milhões de hectares para 80,8 milhões de hectares em 2030/31, acréscimo de 12,1 milhões de hectares ou 17,6% em termos relativos.

 

PROJEÇÃO CARNES 2030/2031

Já a produção de carnes bovina, suína e aves, entre 2020/21 e 2030/31, deverá aumentar em 6,6 milhões de toneladas, um acréscimo de 24,1%. As carnes de frango e de suínos são as que devem apresentar maior crescimento: carne de frango (27,7%), suína (25,8%). A produção de carne bovina deve crescer 17% no período.

A produção de carnes bovina, suína e aves, entre 2020/21 e 2030/31, deverá aumentar em 6,6 milhões de toneladas
Foto: Rural Pecuária

PERDAS GEADA CAFÉ

A Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC) estima entre 5% e 10% as perdas causadas pela geada e as baixas temperaturas registradas na região, que compreende 14 municípios paulistas e 9 mineiros. O clima do final de junho provocou queimaduras em boa parte das lavouras, diminuindo o potencial produtivo do café para a próxima safra.

 

PREÇOS AGRÍCOLAS

O índice de preços recebidos pela agropecuária paulista fechou junho de 2021 com alta de 3,23%. Tanto os produtos vegetais quanto os animais apresentaram reajustes. No mês, 10 dos 16 produtos analisados tiveram elevações de preços. Destacaram-se os reajustes de carne suína (+8,69%), laranja para indústria (8,64%) e banana nanica (+7,95%). Já as maiores quedas foram apresentadas pelo tomate para mesa (-17,76%), arroz (-16,12%) e milho (-9,34%).

A Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC) estima entre 5% e 10% as perdas causadas pela geada e as baixas temperaturas
Foto: Agrosmart

ZONEAMENTO AGRÍCOLA SORGO

O Ministério da Agricultura disponibilizou pela primeira vez o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (Zarc) para o sorgo forrageiro. Em 2020 já havia sido instituído o zoneamento agrícola do sorgo granífero. A separação de uma mesma cultura em dois zoneamentos distintos é uma novidade.

O processo de modelagem da zarc levou em consideração a boa disponibilidade hídrica dos solos na fase de germinação e o estabelecimento inicial da cultura e do período de crescimento vegetativo. Assim, é possível maximizar a produção de biomassa, condição básica para a alta produção de forragem. Também foram incluídos os riscos de excesso de chuvas, os riscos de ocorrência de geadas, as baixas temperaturas e os impactos do fotoperíodo. Os resultados mostraram que o cultivo deve ser iniciado em outubro e finalizado em fevereiro, na maioria das regiões do Brasil Central.

 

EXPORTAÇÕES FRANGO

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 397,4 mil toneladas em junho, volume que supera em 16,2% os embarques efetuados no sexto mês de 2020, quando foram embarcadas 341,9 mil toneladas.

Em receita, o saldo das vendas internacionais do setor em junho alcançou US$ 650,6 milhões, desempenho 45,7% maior em relação ao realizado no mesmo período de 2020, com US$ 446,5 milhões.

Entre os principais destinos das exportações em junho, foram destaque neste mês a China (principal importador da carne de frango do Brasil) com 56,5 mil toneladas importadas.

O Ministério da Agricultura disponibilizou pela primeira vez o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (Zarc) para o sorgo forrageiro
Foto: Divulgação

EXPORTAÇÕES CARNE BOVINA

As exportações brasileiras mensais de carne bovina in natura completaram em junho três anos de embarques acima de 100 mil toneladas segundo pesquisadores da USP. Mesmo com o Real se valorizando frente ao dólar nas últimas semanas a carne bovina brasileira segue competitiva no mercado internacional.

As exportações brasileiras mensais de carne bovina in natura completaram em junho três anos de embarques acima de 100 mil toneladas
Foto: Divulgação

Gustavo Batista

Gustavo Batista é jornalista há 20 anos com pós-graduação em gestão de comunicação. Tem experiência em rádio, tv, assessoria de imprensa e meios digitais. Já atuou em canais de tv como TV Clube, TV Record e TV Thathi. Atua há 10 anos no setor de Agronegócio.

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