Alimentação do atleta

A alimentação equilibrada reflete diretamente no desempenho esportivo. Os objetivos que o atleta deseja atingir devem ser avaliados cuidadosamente para que a alimentação seja adequada a cada fase que ele se encontra. O preparo alimentar correto irá ajudar na recuperação do corpo, reposição dos estoques de energia e proteção do organismo.

Quando abordamos os atletas, eles devem ter atenção à alimentação como um todo. O que será ingerido após a prática de exercícios refletirá no ganho de massa muscular e na recuperação, reposição dos estoques de glicogênio e, além disso, a alimentação adequada e a hidratação irão retardar a fadiga, melhorando o desempenho. Além dos benefícios mencionados, o equilíbrio nutricional irá melhorar o sistema imunológico, evitando o aparecimento gripes ou resfriados.

As pesquisas têm mostrado adaptações no músculo esquelético e em outros órgãos que sofrem influência pela ingestão nutricional e são importantes no desempenho. Algumas adaptações relevantes para os atletas incluem a vascularização cerebral e o intestino. É evidente que a regulação positiva do transporte dos carboidratos em resposta à sua ingestão promovem alterações na microbiota intestinal, podendo levar a alterações no transporte de nutrientes e consequentemente afetar a performance. Existem numerosas interações entre exercício e os efeitos que a nutrição pode determinar avaliando os resultados da performance do atleta em longo prazo. Salientando que essas alterações são observadas mais evidentemente em atletas e não praticantes de atividade física.

Seguem algumas orientações gerais que podem ser utilizadas pelos praticantes de atividades físicas e atletas, lembrando que a alimentação do atleta depende do momento em que ele está (competição ou não) e da modalidade que ele pratica, ou seja, é bem específica para cada indivíduo.

  • As proteínas de origem vegetal devem ser acompanhadas por proteínas de origem animal;
  • Não omitir uma refeição, pois estará perdendo preciosas reservas de glicogênio e outros nutrientes;
  • Tenha uma alimentação sempre variada (colorida), pois assim você estará ingerindo os diferentes nutrientes necessários para o bom funcionamento do seu organismo;
  • Aumente a ingestão de vitaminas e minerais por meio de frutas e vegetais. Você precisa ingerir pelo menos 3 frutas e 3 tipos de saladas diferentes por dia;
  • Evite refrigerantes e sucos artificiais;
  • Dê preferência a carnes magras (patinho, alcatra), frango (peito) e peixes;
  • Evite alimentos que contenham gordura vegetal hidrogenada. Elas são reconhecidas pelo nosso corpo como gordura saturada, que em excesso faz mal para a saúde, principalmente para o coração. Portanto, evite alimentos como folhados, doces de confeitaria à base de cremes, sorvetes, bolachas recheadas, amanteigados e fritos;
  • Prefira alimentos grelhados, cozidos ou assados, no lugar dos fritos (batata frita, carnes à milanesa, salgadinhos, bolinhos fritos, sonhos, etc). Evite também frituras e gorduras de origem animal como banha, manteiga, nata, carnes gordas, pele de aves;
  • Procure sempre se manter hidratado, tenha sempre consigo um pouco de água;
  • Prefira alimentos integrais, pois são mais nutritivos e fornecem energia para o exercício de forma contínua. A energia é liberada mais lentamente, dando mais força e ânimo para a prática esportiva (ex: pão integral, arroz integral).
Autor

Renata Dessordi

Renata Dessordi é nutricionista formada pela Universidade de Ribeirão Preto, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva. Mestra em Alimentos e Nutrição pela Unesp. Doutoranda em Alimentos e Nutrição pela USP/Unesp. Auriculoterapeuta Francesa.

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