Curar quando possível, mas cuidar sempre

E hoje temos a décima história da Coluna “Preces de Esperança”. Vale a pena conferir!

Às vezes, as doenças chegam em um estágio em que medidas curativas já não são eficazes.

Diante de uma enfermidade progressiva, que ameaça a continuidade de sua vida, o paciente, então, sente medo, experimenta angústias e apresenta a necessidade de ser cuidado em outros aspectos de sua vida. Nesse momento, ele não precisa de muito. Só precisa de alguém que esteja ao seu lado, dê atenção, segure sua mão, escute, acolha seus temores, ouça seus desejos, conheça um pouco mais de sua vida, ou, simplesmente, enxugue suas lágrimas.

Assim é o Dr. José Lucas, assim é a enfermeira Adriana e assim é o Capelão Padre Josirlei. Humildes e tomados de compaixão, são mais que médico, enfermeira e padre. Ao ajudarem o paciente a ressignificar sua dor e sua vida, cuidarem para que vivenciem sua enfermidade com sabedoria, eles centram sua missão no bem-estar emocional e espiritual do paciente, não na cura da saúde física ou na duração de sua vida.

Foto: Arquivo Pessoal

Sair de trás da mesa ou do monitor do computador, curvar-se ao lado do paciente para conversar olhando em seus olhos, torna-os mais que humanos profissionais, revela-os profissionais humanos.

E esse cuidar do outro não demanda tão somente o tempo. Cuidar do outro exige disposição, amor e paciência…

No evangelho segundo Mateus (16, 24), Jesus diz aos seus discípulos: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me.” Renunciar-se a si mesmo é despojar-se de qualquer vaidade ou egoísmo, da mesma forma que tomar a nossa cruz vai além de suportar nossos próprios fardos… Precisamos amparar nosso irmão enquanto ele carrega também a sua cruz, assim como Jesus olhou pra nós e acolheu as nossas dores. É sempre possível cuidar do outro, é sempre possível oferecer ao outro um amor semelhante ao de Cristo.

Esta missão humaniza cada vez mais as equipes de cuidados paliativos dos hospitais, agrada o coração de Deus e as aproxima ainda mais de Seu Amor.

Capelão Pe. Josirlei e Lucimara Souza

Recortes da realidade que suscitam esperança, fé e amor. Experiências vividas pelo Capelão Pe. Josirlei, traduzidas por Lucimara Souza.

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