O beijo no Pai

E nessa sexta-feira temos a sexta história da Coluna “Preces de Esperança”. Vale a pena conferir!

Dona Margarida tem 84 anos. Mãe, avó e uma mulher muito religiosa. Estava hospitalizada e, naquele dia, receberia a visita do Capelão para uma oração.

Quando ele entrou no quarto e ela soube que aquele era o padre, abriu o sorriso, pegou sua mão e o puxou pelo braço dando-lhe um beijo na face, mesmo em tempo de distanciamento físico e social.

Não foi um simples beijo. Não foi um desafio diante da pandemia… Foi o beijo no rosto do pai que intercede pela filha, em nome de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi um carinho Naquele que poderia amenizar sua dor e curar suas feridas. A figura do padre ali resgatava o significado de sua fé, de sua esperança e de sua religião. É por isso que Dona Margarida ficou tão feliz, tão sorridente, provocando até “ciúmes” [risos] nas enfermeiras, para quem ela raramente sorria.

Feliz, realizada, amada pela família, a quem ela sempre teve perto, doando-lhe amor e carinho, participou, toda piedosa, do momento da oração junto do Capelão e finalizou tranquila:

Foto: Arquivo Pessoal

– Eu não tenho mais lágrimas para chorar! – repetia.

A família não entendeu muito bem a frase, que foi sensivelmente interpretada pelo Padre Josirlei:

– Ela está bem, está em paz, ela não precisa chorar! Ela tem quem segura suas mãos, quem a alenta, não a deixando sozinha. Além disso, ela tem a fé e o amor que sustenta, dão sentido à vida e preenchem seu coração de esperança e alegria.

Capelão Pe. Josirlei e Lucimara Souza

Recortes da realidade que suscitam esperança, fé e amor. Experiências vividas pelo Capelão Pe. Josirlei, traduzidas por Lucimara Souza.

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