Encontro nas memórias a resposta para a construção do futuro

Olho para os lados e vejo os meus colegas conversando sobre o futuro, expressando suas aspirações e desejos: profissões, salários, empresas etc. Penso: isso é fácil quando se está com a mente livre de preocupações.

Encontro-me isolada em meus pensamentos. Levanto, ando pela sala, às vezes converso com amigos, sento embaixo daquela árvore para refletir, não consigo me concentrar, pensar no futuro, definir meus propósitos.

Sempre atribui à minha família o poder de decisão em tudo o que faço, mas ela está partida, não há diálogo, e a falta de meu pai deixa um vazio em minha vida. Gostaria de tê-lo como exemplo, encontrar nele a esperança de poder exercer aquilo que tenho como vocação, termo ligado a prazer, a ser lembrado pelos feitos, como um bom escritor, que deixa suas histórias como mensagem, marca a vida e nunca morre na memória ao deitar, diferentemente da minha história, que sofreu uma perda, pois um dos seus agentes não teve vocação para desempenhar seu papel.

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Certamente isso vai interferir em meu futuro, em minha escolhas. Mesmo assim, quero compartilhar essa história, pois vejo-me representada em muitos lares desfeitos. Na adolescência, somos muito cobrados: em casa, na escola, nas mídias etc. Temos de decidir o que seremos. Quando? Por quê? Por isso, é nos livros que busco minhas respostas, é na escrita que derramo minhas lágrimas, não há muito tempo para pensar no futuro, porque acredito que são as ações do presente que o definem.

É necessário resgatar a harmonia em meu interior, em meu lar, pois só assim poderei sustentar minhas definições, encontrar o grande chamado da vida.

Bruna Estefani dos Santos Baptista – aluno da EMEB. “João Nogueira” – 9º C.

Texto participante do concurso “EPTV na Escola”

Lucimara Souza

Formada em Letras, Pedagogia e especialista em Comunicação: linguagens midiáticas, atualmente professora. Aprecia a escrita permeada pela criatividade, humor e certa dose de sarcasmo.

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