Adoçantes dietéticos

Os adoçantes dietéticos são produtos formulados para dietas com restrição de sacarose, frutose e ou glicose para atender às necessidades de pessoas sujeitas à restrição na ingestão desses carboidratos. Inicialmente, os adoçantes foram formulados para atender as necessidades de diabéticos em substituição ao açúcar.

Nos dias atuais os adoçantes também são utilizados em planos alimentares para perda de peso por possuírem baixo ou nenhum valor calórico. Eles são constituídos de edulcorantes não calóricos, que conferem sabor doce sem a adição de calorias, fazendo parte de um grupo alimentar específico denominado “alimentos para fins especiais”.

Existe atualmente sete tipos de adoçantes disponíveis no mercado e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA):

– Sacarina: foi descoberta em 1879. Está aprovada para utilização em produtos industrializados e como adoçante de uso geral. Pode ser utilizada também em preparações assadas.

– Aspartame: foi aprovado em 1981. Atualmente seu uso está liberado como adoçante de uso geral, mas não deve ser utilizado para alimentos que necessitem ser assados. Não pode ser utilizado por pessoas que contenham fenilcetonúria, pois um de seus componentes é a fenilalanina e a ingestão dessa substância deve ser controlada por pacientes com essa doença.

– Acessulfame de Potássio (Acessulfame – K): Foi aprovado pela primeira vez em 1988. Geralmente aparece nos rótulos dos alimentos como: Acessulfame K, Acessulfame de potássio ou Ace-K. Em 2003 foi aprovado como adoçante de uso geral e intensificador de sabor em alimentos, sob algumas condições de uso. Pode ser utilizado como substituto do açúcar em produtos assados.

– Sucralose: foi aprovada para utilização como adoçante de uso geral em 1999, sob algumas condições de uso. É encontrada em alimentos como: produtos de padaria, bebidas, chicletes, gelatinas e sobremesas congeladas à base de leite. É um substituto do açúcar para produtos assados.

– Neotame: a sua utilização foi aprovada em 2002, como adoçante de uso geral e intensificador de sabor de alimentos, mas possui condições para o seu uso. Pode ser utilizado como substituto do açúcar em produtos assados.

– Estévia: produzida com as folhas de uma planta conhecida como Stevia, encontrada em alguns lugares da América do Sul. Seus testes foram realizados em 2008 e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece seu uso. Pode ser utilizada como adoçante de uso geral e como substituta do açúcar para produtos assados.

– Ciclamato: ciclamato foi um dos primeiros adoçantes descobertos, sendo que a sua aprovação também contou com a análise de inúmeros estudos científicos. Hoje, seu consumo é permitido em mais de 50 países na Europa, Ásia, América do Sul, Norte e África. No final da década de 60 e começo da de 70, surgiu a hipótese de que o ciclamato poderia causar câncer de bexiga. Há aproximadamente 475 estudos científicos comprovando que o ciclamato não é carcinogênico. Por isso, mantém se a aprovação e dosagem atribuídas ao ciclamato. Pode ser utilizado como substituto do açúcar e para utilização em produtos assados.

Atualmente, tem sido divulgado que os adoçantes podem ser prejudiciais à saúde levando a alterações na pressão arterial, resistência periférica à insulina, aumento no risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e disbiose (alteração prejudicial na microbiota intestinal). Sugere-se que os adoçantes chegam à língua e ativam o sabor doce e mais alguns receptores nas células do intestino, que depois de ativados, aumentam a absorção de carboidratos (açúcar) presentes na alimentação ingerida. Esses fatores podem se agravar quando associados ao uso abusivo de alimentos diet e light.

Essas hipóteses indicam que o uso moderado de adoçantes (uma ou duas vezes ao dia – considerando também o consumo de produtos diet e light), aliado a alimentação adequada – que estimula a manutenção de uma microbiota intestinal saudável – e a atividade física, possivelmente não trará efeitos adversos. Porém, o consumo excessivo pode ser prejudicial e deve ser cuidadosamente avaliado.

Autor

Renata Dessordi

Renata Dessordi é nutricionista formada pela Universidade de Ribeirão Preto, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva. Mestra em Alimentos e Nutrição pela Unesp. Doutoranda em Alimentos e Nutrição pela USP/Unesp. Auriculoterapeuta Francesa.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: